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          Pesquisa do IAC mostra que monitoramento climático contribui para a previsão e controle de pragas no milho

          Postado por Redação 02/04/2025 em Notícias

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          A pesquisa utilizou um sistema de monitoramento que avalia a influência das condições climáticas na incidência de pragas

          Pesquisa do IAC mostra que monitoramento climático contribui para a previsão e controle de pragas no milho
          Instituto Agronômico de Campinas. Foto: Martinho Caires

          Estudos do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, apontam que o manejo de pragas e doenças da cultura do milho pode ser previsto em função do monitoramento das condições agrometereológicas, que constitui ferramenta útil para o uso racional e sustentável de defensivos agrícolas.

          Para chegar a esse resultado, a equipe do IAC realizou uma análise preliminar do efeito das variáveis meteorológicas sobre pragas do milho, com base em ensaios de uma série de quatro anos, em diferentes localidades do Estado de São Paulo. O objetivo foi buscar respostas básicas que permitam qualificar o efeito das variáveis meteorológicas no comportamento de insetos, bactérias, fungos e vírus em milharais. 

          “Essa análise permite a redução do custo operacional das atividades agrícolas e também proporciona redução de riscos de contaminação ambiental, contribuindo para a sustentabilidade”, afirma Angélica Prela Pantano, pesquisadora do IAC, da Agência Paulista de Tecnologias do Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

          O estudo viabilizou a avaliação de características térmicas e exigências bioclimáticas de variedades de milho, desde materiais super precoces até outros de ciclo longo, além de observações sobre o desenvolvimento da lagarta-do-cartucho, cigarrinha e diabrótica. “Para esta análise, o suporte do engenheiro agrônomo da CATI, Walter Holtz Merege foi essencial. Esta sequência de trabalho indicou as condições para as pragas”, diz a Angelica.

          Com base nesses aspectos, é possível elaborar mapas agrometereológicos que indicam a possibilidade de ocorrência da infestação dessas pragas semanal ou mensalmente. Com esta informação, o agricultor pode organizar os estoques de defensivos agrícolas e fazer a seleção do tipo recomendado para cada praga, possibilitando o uso mais racional desses produtos.

          Segundo a cientista do IAC, também foram estabelecidos limites térmicos e hídricos para cada praga analisada. Ela explica que, por exemplo, a diabrótica é uma praga que se desenvolve melhor na condição em que a temperatura máxima média do ar varia entre 26°C e 32°C, enquanto a mínima média fica entre 14°C e 18°C. A presença dessa praga também está associada a precipitações diárias superiores a 20 mm e períodos em que o acúmulo de chuva atinge ou supera 60 mm, em dois dias consecutivos.

          Esta praga ocorre durante todo o ano, principalmente com alta umidade do solo, temperaturas diurnas não muito elevadas e temperaturas noturnas suaves. “Já as baixas temperaturas noturnas, a elevada umidade do solo, que favorece o ataque de fungo inimigo natural são condições que desfavorecem a sua incidência”, completa Angelica.

          Segundo a pesquisadora do IAC, o monitoramento agrometeorológico também possibilita a definição da potencialidade de infestação em três categorias: favorável, razoável e desfavorável.

          A primeira delas ocorre em condições meteorológicas favoráveis ao desenvolvimento da praga, com possibilidade de o grau de ataque ser elevado. A potencialidade razoável caracteriza-se por condições não totalmente favoráveis, mas que não inibem o desenvolvimento da praga. Por fim, há a potencialidade desfavorável, que ocorre quando as condições inibem o desenvolvimento da praga, resultando em danos mínimos à cultura. 

          A pesquisa possibilita não apenas a identificação das condições favoráveis à incidência de pragas e patógenos, mas também o acompanhamento contínuo ao longo do ciclo de desenvolvimento da cultura. “O acompanhamento pode ocorrer em bases semanais ou diárias, permitindo que o agricultor tome decisões ágeis sobre a aplicação de defensivos agrícolas, seja para controle de uma praga específica, seja para evitar o uso desnecessário em determinados períodos. É de grande importância ressaltar que a existência de condições propícias ao desenvolvimento das pragas representa um risco significativo para as lavouras”, ressalta Angelica.

          Como foi feito o estudo

          A pesquisa utilizou parâmetros biometeorológicos para desenvolver um sistema de monitoramento que avalia a influência das condições climáticas na incidência de pragas na cultura do milho. A ferramenta gera prognósticos de até 45 dias com base em temperatura máxima e mínima do ar e precipitação pluviométrica diária, possibilitando a criação de mapas espaciais para visualizar a distribuição das pragas.

          O sistema desenvolvido permite a análise individualizada por localidade, utilizando dados do Centro de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro).

          Os resultados dessa pesquisa reforçam a importância do monitoramento climático para a previsão e controle de pragas na cultura do milho, garantindo um manejo sustentável e eficiente para os agricultores.

          O projeto foi desenvolvido em parceria com a APTA, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag).

          Postado por Redação 02/04/2025 em Notícias

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