Cibersegurança no agronegócio ganha relevância após recorde de exportações em 2025
Postado por Redação em 20/04/2026 em MercadoSetor soma US$ 169,2 bilhões em vendas externas e vê crescer o risco de ataques ransomware e falhas na gestão de segurança digital

José Luiz Vendramini, Sales Account Manager da Redtrust. Créditos: divulgação
O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com recorde histórico: US$ 169,2 bilhões em exportações, alta de 3% em relação ao ano anterior. As importações também avançaram 4,4%, somando US$ 20,2 bilhões, resultado que garantiu ao país um superávit de US$ 149,07 bilhões.
Os números reforçam a posição do Brasil como uma das principais potências globais do setor. Ao mesmo tempo, evidenciam um desafio crescente, a necessidade de uma infraestrutura digital mais robusta, capaz de sustentar operações cada vez mais conectadas e expostas a riscos cibernéticos.
Segundo o relatório da Apura Cyber Intelligence S/A, o agronegócio é o terceiro setor mais visado por cibercriminosos no Brasil, atrás apenas da indústria e do governo. Nos últimos anos, 10% dos ataques de ransomware registrados no país tiveram empresas do agro como alvo. Cada ataque de ransomware no Brasil para o setor agro custa em média R$1,8 milhão.
Diante desse cenário, a segurança digital passa a ocupar papel estratégico dentro das operações do setor. Ferramentas de autenticação e validação eletrônica, como os certificados digitais, vêm sendo amplamente utilizadas para garantir a identidade de usuários, a assinatura de documentos com validade jurídica e o acesso seguro a sistemas governamentais e plataformas de negócios. “Os certificados garantem segurança, validade jurídica e eficiência operacional, desde a emissão de nota fiscal eletrônica e assinatura de contratos digitais até o acesso a plataformas tecnológicas do setor e de exportações e comércio exterior”, explica José Luiz Vendramini, sales account manager da Redtrust.
Segurança em todos os processos
A vulnerabilidade, no entanto, muitas vezes começa antes mesmo de um ataque. A ausência de gestão centralizada desses recursos pode levar à perda de controle sobre acessos, uso indevido, expiração de credenciais e falhas de rastreabilidade, fatores que comprometem tanto a segurança quanto a continuidade das operações.
O setor opera sob exigências legais rígidas, que incluem rastreabilidade digital obrigatória, certificação sanitária eletrônica, registro ambiental digital e processos regulatórios 100% digitais. Empresas do agro dependem dessas estruturas para atividades críticas como, emissão de nota fiscal eletrônica, acesso a portais governamentais como e-CAC, eSocial, SPED, MAPA, IBAMA e INCRA, além de transações no Portal Único Siscomex, usado para exportações e comércio exterior.
“Uma boa gestão reduz custos, traz agilidade, evita multas e busca garantir que cada ação digital esteja protegida, registrada e dentro da lei”, complementa Vendramini. “É como ter um ‘controle central’ de tudo que é feito com os certificados digitais da cooperativa ou da empresa. No campo ou no escritório, o agro precisa de produtividade com segurança e isso inclui uma gestão inteligente dos certificados”, finaliza.
Nesse contexto, a gestão da identidade digital e dos acessos deixa de ser um recurso complementar e passa a integrar o núcleo da operação. Práticas estruturadas de controle, monitoramento e governança digital são essenciais para reduzir riscos, evitar interrupções e garantir conformidade em um ambiente cada vez mais digital.






