Risco hídrico e falta de dados climáticos ameaçam a eficiência nas cadeias do agronegócio
Postado por Redação Agro Summit em 18/09/2026 em NotíciasEstudo do nstituto de Pesquisa da Capgemini indica que 61% dos executivos veem a escassez de água como o maior desafio para o crescimento até 2031, enquanto apenas 15% das empresas conseguem mensurar o impacto financeiro das disrupções no campo e no abastecimento

As disrupções climáticas, o estresse hídrico e a volatilidade no fornecimento de insumos deixaram de ser pautas exclusivamente ambientais para se tornarem gargalos diretos de gestão, eficiência e continuidade de negócios no agronegócio. É o que aponta o novo estudo do Instituto de Pesquisa da Capgemini (Um Mundo em Equilíbrio), que mapeou a corrida das grandes corporações para integrar a adaptação climática às suas estratégias operacionais
Com quase 90% das organizações relatando impactos diretos de eventos extremos em suas cadeias de suprimentos, a prioridade dos gestores migrou da simples conformidade regulatória para a garantia de recursos críticos. No setor produtivo e agroindustrial, a água desponta como o ponto mais crítico: 61% dos executivos acreditam que a escassez de água representará um desafio operacional e de crescimento maior do que a própria disponibilidade de energia nos próximos cinco anos.
A lacuna na mensuração e na análise de dados
Apesar da urgência, o estudo revela um gargalo estrutural na gestão de riscos: apenas 15% das organizações quantificaram totalmente o impacto financeiro das disrupções climáticas em suas contas. Além disso, pouco mais de um quarto das empresas (26%) implementou ferramentas de software ou plataformas digitais para mapear e analisar riscos climáticos ao longo de toda a sua cadeia de valor estendida.
Essa falta de visibilidade sobre dados operacionais atinge diretamente a capacidade de planejamento das agroindústrias e cooperativas, especialmente no rastreamento de emissões e previsibilidade de safra (Escopo 3), onde apenas 34% das empresas conseguem mensurar dados com precisão.
IA como alavanca de resiliência e eficiência
Para fechar essa lacuna, a tecnologia tem sido a principal aposta estratégica. Quase dois terços das empresas já utilizam Inteligência Artificial para otimizar suas agendas de sustentabilidade e eficiência operacional, enquanto mais de um terço planeja adotar IA Agêntica para automatizar respostas a riscos de abastecimento.
Em setores intensivos em ativos e produção, como o agro, os investimentos em digitalização e resiliência têm demonstrado retorno direto: dois terços dos gestores relatam ganhos de eficiência operacional em cenários de restrição de oferta, e mais da metade aponta melhoria na capacidade de antecipar gargalos logísticos e de suprimentos.







