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O custo invisível do 'sinal fora do ar' nas operações críticas do agronegócio

Postado por Redação Agro Summit em 21/09/2026 em Notícias

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Para Andreia Rosa, da Deutsche Telekom, a integração entre redes celulares e satélites é a chave para garantir o fluxo contínuo de dados e a automação em áreas de baixa conexão

No agronegócio moderno, a perda de conexão no meio do talhão ou durante o escoamento da safra representa muito mais do que a simples ausência de sinal de celular. Em operações agrícolas de alta tecnologia, falhas de comunicação traduzem-se em atrasos na tomada de decisão e perda de dados valiosos transmitidos por sensores e sistemas de telemetria.

À medida que o setor avança na adoção de agricultura de precisão, tratores autônomos e gestão integrada da cadeia de suprimentos, as propriedades e agroindústrias enfrentam o desafio das chamadas "zonas mortas" áreas isoladas onde a infraestrutura tradicional de telecomunicações não chega.

 

O gargalo da conectividade no campo

Para garantir a continuidade dos processos, a conectividade no campo precisa ser permanente e resiliente. Embora algumas grandes propriedades e cooperativas venham investindo em redes celulares privativas (como 4G e 5G industriais), a dependência de uma única tecnologia pode criar pontos cego operacionais.

Uma das alternativas que ganha espaço no ecossistema de inovação é a adoção de uma infraestrutura de conexão híbrida, que combina redes terrestres e celulares com satélites de baixa órbita (LEO, na sigla em inglês).

"A estratégia de infraestrutura de conexão híbrida possibilita que, em caso de problemas na conexão fornecida por redes privativas, rede móvel ou satélites geoestacionários (GEO), haja continuidade nas operações sem interromper o funcionamento de equipamentos IoT e sensores, possibilitando coletar, transmitir e analisar dados sem afetar a produtividade, a tomada de decisão ou falhas no envio de um alerta crítico", avalia Andreia Rosa, especialista de Produtos e Vendas da Deutsche Telekom Global Business Solutions Brasil.

A eliminação das áreas sem sinal permite que tecnologias essenciais para a eficiência do agro, como veículos autônomos, drones de monitoramento e manutenção preditiva de maquinário, operem em capacidade máxima, reduzindo paradas não planejadas e prevenindo falhas dispendiosas.

 

Segurança operacional e bem-estar no campo

Além do ganho produtivo, o fluxo constante de dados traz impactos diretos na gestão de pessoas e na segurança do trabalho rural. A conectividade contínua viabiliza o uso de câmeras com inteligência artificial para monitorar o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) em agroindústrias e áreas de manejo.

Em cenários de emergência ou frente a eventos climáticos extremos, a existência de uma rede resiliente reduz o tempo de resposta em caso de acidentes e permite chamadas de socorro imediatas a partir de qualquer ponto da propriedade. No aspecto social, a internet de alta qualidade em alojamentos e vilas rurais auxilia na retenção de talentos e no bem-estar das equipes que atuam em locais afastados.

A construção de um ecossistema produtivo conectado exige olhar para a cadeia de forma ampla: da preparação do solo e colheita ao transporte, armazenagem e gestão financeira.

"Atualmente um projeto de conexão corporativo deve combinar tecnologias e soluções adaptadas às necessidades específicas de cada empresa e setor produtivo, possibilitando operar em diferentes localizações geográficas, com segurança operacional, patrimonial e pessoal", conclui a especialista.

Postado por Redação Agro Summit em 21/09/2026 em Notícias