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IA começa pela entrada de dados e ganha espaço na gestão das propriedades rurais

Postado por Redação em 19/08/2026 em Notícias

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Aegro aposta em inteligência artificial para automatizar tarefas repetitivas e facilitar o registro de informações no campo

Imagem: divulgação

A inteligência artificial já começa a gerar resultados práticos no agronegócio, especialmente em tarefas relacionadas à entrada e organização de dados. Na Aegro, empresa de software de gestão para o setor, a estratégia “AI First” vem sendo aplicada para reduzir lançamentos manuais e facilitar a rotina dos produtores.

Um dos exemplos é o Aegrozap, que permite ao agricultor enviar informações pelo WhatsApp para que sejam interpretadas pela IA e registradas no sistema. Uma foto de um ticket de balança ou um áudio sobre um abastecimento, por exemplo, pode ser transformado em informação de gestão.

“Mais do que processar e entregar recomendações para a agricultura, a inteligência artificial está trabalhando na entrada de dados”, afirma Pedro Dusso, cofundador e CSIO (diretor de inovação) da Aegro.

Segundo o executivo, as primeiras aplicações devem se concentrar justamente em tarefas repetitivas, como lançamentos de abastecimento, movimentação de estoque e emissão de notas fiscais. A proposta é reduzir o trabalho manual e liberar profissionais para atividades que exigem análise e conhecimento da operação.

Dados são a base

Para Dusso, a qualidade dos dados é um dos principais desafios para ampliar o uso da IA no campo. “IA boa com dado ruim entrega bobagem com confiança, o que é pior do que não ter resposta”, afirma.

Por isso, a Aegro aposta em mecanismos de confirmação e padronização das informações desde a entrada. A empresa também utiliza dados de milhares de hectares de forma anonimizada e agregada, dentro da LGPD, para desenvolver soluções de inteligência de mercado.

Entre elas está o Aegro Insights, que reúne ferramentas como o Compare Preços, permitindo que produtores consultem valores reais de insumos agrícolas.

“A gente consegue ajudar com educação negocial. O agricultor é o elo mais fraco, é quem tem menos poder de barganha”, explica Dusso.

A estratégia da empresa também prevê a evolução dos agentes de IA no agro. Para o executivo, o próximo passo é fazer com que essas tecnologias não apenas registrem informações, mas também identifiquem situações que exigem atenção e apresentem sugestões ao produtor.

A decisão, entretanto, continua nas mãos de quem conhece a realidade da propriedade. “A ferramenta serve para ele decidir melhor e mais rápido, não para pensar no lugar dele”, conclui.

Postado por Redação em 19/08/2026 em Notícias