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Gestão agrícola 2027: Fernando da Silva (Senior Sistemas) aponta caminhos para proteger a margem no agronegócio

Postado por Redação Agro Summit em 06/11/2026 em Notícias

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Em webinar do Portal Agro Summit, especialista destacou a transição do controle reativo para a inteligência preditiva e reforça que a eficiência gerencial e o uso de dados serão decisivos para mitigar riscos climáticos e de crédito nas próximas safras

 




O Portal Agro Summit promoveu o webinar "Gestão agrícola 2027: Como preparar a operação para uma nova era de eficiência e controle", mediado por Dama Romain, Head de Marketing Digital do Grupo Portal ERP. O encontro virtual reuniu lideranças do setor para debater as diretrizes estratégicas e os desafios operacionais do agronegócio frente às exigências do mercado global. A discussão contou com a participação de Fernando da Silva, Diretor do Segmento Agronegócio na Senior Sistemas, que apresentou uma análise executiva sobre a transição do controle reativo para a inteligência preditiva nas agroindústrias e grandes propriedades rurais. Diante de um cenário marcado por crédito seletivo, custos pressionados e instabilidade climática, o painel destacou como a convergência entre tecnologia, processos maduros e governança orientada a dados será decisiva para proteger as margens operacionais nas próximas safras.

 

Cenário Estratégico para 2027

A exigência por maior eficiência operacional no campo decorre da necessidade imperativa de proteger margens operacionais estreitas, superando o foco exclusivo em recordes de produtividade física. Fernando da Silva apontou que "produzir bem e produzir bem continuamente é algo fundamental, mas isso já não é mais suficiente". Segundo o executivo, o diferencial competitivo estará na velocidade de análise: "para 2027, o principal diferencial das empresas vai ser justamente a gente conseguir transformar os dados em decisões cada vez mais rápidas, que nos ajudem a proteger margem e também corrigir desvios".

Essa necessidade de proteção surge de pequenas ineficiências acumuladas ao longo da safra. Como alertou Fernando da Silva, "a margem a gente não perde em um lugar só". Decisões incorretas tomadas fora da porteira podem anular o desempenho produtivo obtido no campo: "não adianta ganhar produtividade dentro da porteira e entregar uma margem ruim fora dela". Diante da volatilidade de crédito e do clima, a tolerância a falhas gerenciais torna-se reduzida: "quanto menor a minha margem de erro, mais preciso eu preciso ser".

 

Do Controle Reativo à Governança Orientada a Dados

A superação do modelo reativo, caracterizado pela apuração de custos tardia após o encerramento do ciclo produtivo, exige a implementação de visibilidade em tempo real. O executivo criticou a prática de avaliar o desempenho apenas no final do ciclo, definindo-a como "fazer autópsia em cima do problema, eu não vou mais conseguir resolver ele sem só entender por que ele aconteceu".

Para estruturar essa mudança, o direcionamento recomendado prioriza a clareza gerencial sobre a implementação de softwares. Fernando ressaltou que "a gente começa justamente pelas decisões e não pela tecnologia", explicando que é necessário identificar primeiro as escolhas que afetam os custos para, em seguida, buscar os dados confiáveis e as ferramentas de integração.

Além disso, a integração entre campo, agroindústria e backoffice deve ocorrer de forma modular por meio de entregas rápidas de valor, os chamados quick wins. Sobre a barreira da conectividade no campo, o executivo ponderou que o cenário "em alguns momentos vira bengala", frisando que a "baixa conectividade não impede digitalização", visto a disponibilidade de soluções offline e híbridas.

 

Inovações Tecnológicas e Capacitação Humana

A aplicação de inteligência artificial e análise preditiva consolida ganhos expressivos na manutenção preventiva de frotas, na otimização de rotas logísticas e na aplicação localizada de insumos defensivos. No setor agroindustrial, onde o volume de recebimento de grãos inviabiliza a checagem manual de todas as cargas, o uso de agentes inteligentes identifica desvios de classificação no momento em que ocorrem.

Fernando salientou que o principal papel da tecnologia no campo é dar suporte à análise humana: "os agentes de inteligência artificial hoje, o grande ganho que eles têm é justamente a capacidade que eles têm de analisar grandes volumes de dados e entregar para o gestor somente a exceção contextualizada". Dessa forma, a IA automatiza o processamento de dados para que o gestor possa exercer "a função mais nobre do ser humano, que é tomar uma decisão".

O sucesso dessa transformação digital, no entanto, depende da capacitação das equipes operacionais e da evolução cultural. De acordo com o executivo da Senior Sistemas, "a gente tem uma tecnologia que já está disponível, mas as pessoas precisam aprender como elas vão extrair valor dessa tecnologia", alinhando ferramentas, processos e treinamento.

Postado por Redação Agro Summit em 06/11/2026 em Notícias