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Como a inteligência artificial começa a ser usada para reduzir gargalos no escoamento portuário do agro

Postado por Redação Agro Summit em 02/10/2026 em Notícias

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Aplicação de IA agêntica em sistemas de gestão de terminais busca otimizar o planejamento de pátio e acelerar o embarque de commodities e celulose nos portos brasileiros

 

 

A eficiência das operações de escoamento no agronegócio depende diretamente da capacidade dos terminais portuários em gerenciar o fluxo de cargas e evitar gargalos logísticos. Com o registro recorde de 1,4 bilhão de toneladas movimentadas nos portos brasileiros em 2025, impulsionado em grande parte pelas exportações do setor agropecuário, a gestão operacional dos pátios e o tempo de atracação de navios tornaram-se fatores decisivos para a rentabilidade da cadeia.

Nesse cenário de alta demanda por agilidade, soluções de transformação digital começam a integrar inteligência artificial diretamente aos sistemas de gestão operacional de terminais (conhecidos pela sigla TOS, do inglês Terminal Operating System). A proposta é automatizar a análise de dados operacionais e auxiliar os gestores na tomada de decisão em tempo real.

A logtech brasileira HX desenvolveu uma ferramenta, batizada de TOS.IA, que conecta grandes modelos de linguagem ao banco de dados dos terminais portuários. A tecnologia permite que os operadores realizem consultas em linguagem natural e recebam simulações instantâneas sobre o planejamento do pátio, sugestões de armazenamento de cargas e alertas de riscos operacionais.

Nas operações que movimentam grãos, açúcar e celulose atendidas pela empresa em complexos como Santos (SP) e Itaqui (MA), a otimização de tempo reflete diretamente na redução de custos com embarcações paradas e movimentações improdutivas no pátio.

“No terminal portuário, uma decisão que demora horas custa dinheiro real – há grandes perdas com navio parado, pátio ocioso, movimentação desnecessária ou janela de embarque perdida. O TOS.IA transforma esse tempo em segundos. Nossos clientes operam com margens apertadas e cargas cada vez mais volumosas, e entregar velocidade de decisão nessa escala é o que separa terminais competitivos daqueles que ficam para trás”, diz Luiz Simões, CEO e cofundador da HX.

 

Governança de dados e integração de sistemas

Para além do ganho de produtividade, a digitalização dos processos portuários exige atenção à segurança da informação e à interoperabilidade entre diferentes sistemas corporativos. A integração utilizada pela ferramenta adota o protocolo MCP (Model Context Protocol), um padrão aberto que possibilita a conexão de diferentes modelos de inteligência artificial às bases de dados operacionais sem que as informações privadas sejam utilizadas para o treinamento de algoritmos externos.

"Escolhemos um protocolo aberto, o MCP o mesmo padrão que Anthropic, OpenAI, Google e Microsoft usam para conectar IA a dados corporativos. Na prática, três coisas concretas para o cliente: liberdade de escolher o modelo (Claude, ChatGPT ou Gemini) sem ficar preso a um fornecedor; segurança no padrão que ele já opera, autenticação, autorização e auditoria integradas ao ambiente dele; e a garantia contratual de que os dados do terminal ficam isolados e não alimentam o treino de nenhum modelo. Governança não é o oposto de inovação: é o que permite usar IA numa operação crítica", complementa Leandro Duca, CTO e sócio da HX.

Postado por Redação Agro Summit em 02/10/2026 em Notícias