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MIGNOW, bp bioenergy e Hub UniAgro debatem a modernização de sistemas corporativos como alavanca de eficiência no agro

Postado por Redação Agro Summit em 02/10/2026 em Notícias

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Gargalos na modernização de sistemas corporativos podem impedir que grandes agroindústrias e cooperativas aproveitem todo o potencial de novas tecnologias, como inteligência artificial e automação

Em uma cadeia produtiva complexa que abrange desde o cultivo no campo e o processamento industrial até a logística de transporte, a comercialização de commodities e a gestão financeira, a eficiência operacional do agronegócio depende cada vez mais do alinhamento entre a ponta da produção e o backoffice tecnológico.

A rápida transformação digital no campo exige que as informações geradas nas operações transitem de forma ágil e sem ruídos até a tomada de decisão executiva. Contudo, quando a gestão corporativa depende de arquiteturas de software defasadas ou acumuladas ao longo dos anos, projetos de atualização costumam se tornar complexos, atrasando a adoção de novas tecnologias analíticas e gerando gargalos operacionais no dia a dia.

Diante desse cenário, a transição de um modelo de grandes atualizações pontuais para uma rotina de evolução contínua dos sistemas de gestão (ERPs) ganha espaço no setor. Essa abordagem busca reduzir riscos de paralisação nas operações e garantir que as companhias mantenham suas bases de dados organizadas e prontas para integrar ferramentas de automação e inteligência artificial.

O debate sobre essa transformação tecnológica foi tema de um encontro promovido em Ribeirão Preto (SP) pelo Hub UniAgro, grupo que reúne empresas do setor para o compartilhamento de experiências em ambientes SAP. Durante o debate, Paulo Secco, fundador e CEO da MIGNOW, ressaltou a importância de integrar todas as pontas da empresa para sustentar o crescimento dos negócios.

“O agro reúne diferentes atividades e precisa de uma visão integrada do negócio. Não basta ter tecnologia no campo se as informações de compras, estoques, logística, finanças e comercialização não acompanham essa evolução. Manter os sistemas de gestão atualizados é parte da preparação das empresas para tomar decisões com mais informação e incorporar novas tecnologias”, afirma Secco.

Para Paulo Macedo, presidente do Hub UniAgro e diretor de TI da bp bioenergy, o acompanhamento constante das inovações em sistemas de gestão tornou-se um tema indispensável para a eficiência das empresas da cadeia.

“No Hub UniAgro, o uso do SAP é uma premissa para a participação das empresas. Por isso, avanços tecnológicos, novas funcionalidades e inovações são acompanhados continuamente e compartilhados em reuniões presenciais. No encontro, a MIGNOW destacou a importância da evolução tecnológica por meio da atualização de versões e apresentou um portfólio de soluções baseadas em IA para acelerar esse processo e atender ao alto volume de demandas relacionadas ao SAP. As ferramentas causaram uma ótima impressão no grupo”, pontuou Macedo.

Em um mercado global dinâmico, onde decisões sobre custos de insumos, frete, operações de câmbio e contratos futuros exigem respostas imediatas, a modernização da estrutura tecnológica deixa de ser apenas uma demanda da área de TI e se consolida como pilar estratégico do agronegócio.

“A inovação não termina quando um projeto de modernização é concluído. As tecnologias continuam evoluindo, e as empresas precisam estar preparadas para acompanhar esse movimento. No agronegócio, em que decisões sobre custos, logística e comercialização têm impacto direto sobre o negócio, essa capacidade de evolução é especialmente importante”, conclui Secco.

Postado por Redação Agro Summit em 02/10/2026 em Notícias