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Agronegócio: não basta ser sustentável, é preciso comprovar por meio de dados

Postado por Alexandre Kuntgen, Partner da SolvePlan em 04/02/2026 em Artigos

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Executivo debate como dados e rastreabilidade sustentam a competitividade e o acesso do agro aos mercados globais

Alexandre Kuntgen é Partner da SolvePlan

Alexandre Kuntgen, Patner da SolvePlan 

Se no passado a gestão de dados era vista como um acessório, hoje ela é questão de sobrevivência. Especialmente no agronegócio, a conexão com mercados globais impõe regras rígidas, e o controle preciso da informação é o que separa as empresas que lideram das que ficam pelo caminho. 

Embora a tecnologia seja uma realidade no campo, o setor ainda enfrenta desafios complexos. Diferente de outros segmentos, o Agro monitora processos que vão do plantio à distribuição. Em toda essa jornada, as informações precisam ser registradas com rigor, uma vez que qualquer inconsistência pode inviabilizar transações internacionais. 
Atualmente, o Brasil é líder na exportação de soja. Projeções da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) indicam uma safra recorde e volumes inéditos de processamento. No comércio internacional, o país deve manter a hegemonia com a exportação de 111,5 milhões de toneladas do grão, uma alta de 0,5%. 
Note que, embora o desempenho da soja abra portas, a vertical lida com obstáculos logísticos e de governança. Um dos principais é o fato de que boa parte do volume exportado pelas grandes tradings vem de pequenos produtores. O desafio aqui é garantir que, mesmo vindo de terceiros, a produção siga padrões de qualidade e sustentabilidade, cabendo ao exportador a missão de assegurar e comprovar cada etapa. 
Outro exemplo está na exportação de aves. Casos recentes de gripe aviária trouxeram impactos significativos para a comercialização. Por mais que existam fatores naturais imponderáveis, a fiscalização deve ser implacável — da higienização às medições. A ausência desse controle, ou um pequeno desvio nos registros, pode comprometer o acesso a mercados inteiros. 
Esses cenários ilustram que o agronegócio, como qualquer setor, convive com riscos. A forma de minimizá-los é através dos dados. São eles que permitem identificar lacunas preventivamente, mapear áreas e obter a rastreabilidade total da cadeia. 
Contudo, mesmo com ferramentas disponíveis, ainda encontramos produtores que dependem de processos manuais. As chances de erros e inconsistências são latentes. Diante dos pilares da agenda ESG e das certificações obrigatórias, não basta mais o produtor afirmar que “preserva”; ele precisa comprovar o que diz com evidências auditáveis. 
Nesse sentido, o mercado já oferece soluções específicas, como o SAP Sustainability Control Tower, que garante que a organização opere em conformidade com os padrões nacionais e internacionais de segurança ambiental. 
Por meio de sistemas especializados, o monitoramento torna-se automatizado, assegurando que os indicadores estejam sempre corretos. Entretanto, de nada adianta ter mecanismos eficazes sem o direcionamento estratégico para cada etapa. O apoio de especialistas é indispensável para guiar essa jornada, fornecer insights, mitigar riscos e integrar a gestão de dados como elemento central das operações. 
Vivemos uma era em que os dados são os ativos mais valiosos de uma companhia. Mais do que controle, essas informações melhoram as margens de produção e garantem a saúde do negócio. Em um setor de tamanha relevância, a falta de dados pode abrir as portas para prejuízos e fechá-las para grandes oportunidades. 
Postado por Alexandre Kuntgen, Partner da SolvePlan em 04/02/2026 em Artigos