Unicamp lança campo experimental de 7,7 hectares para validação de tecnologias e agtechs
Postado por Redação Agro Summit em 23/09/2026 em NotíciasEspaço integrado ao Parque Científico e Tecnológico busca conectar startups, empresas e ecossistemas de pesquisa para acelerar a testagem de soluções no agronegócio

O Parque Científico e Tecnológico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) inaugurou uma área de 7,7 hectares dedicada a testes práticos e validação de projetos de inovação voltados ao agronegócio. Fruto de uma parceria com o Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA), o espaço foi estruturado para receber empresas, startups e instituições públicas que buscam testar tecnologias em ambiente de campo.
A iniciativa visa criar uma ponte entre o ecossistema de P&D acadêmico e as demandas do mercado agrícola, permitindo que novas soluções passem por processos de validação técnica e operacional antes do lançamento comercial.
Para Mariana Zanatta Inglez, responsável pela gestão do Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, a iniciativa posiciona o setor agrícola de forma central dentro das atividades do complexo:
"O Parque Científico e Tecnológico da Unicamp sempre teve forte vocação para apoiar empresas de tecnologia e inovação industrial. Agora, com a integração de áreas do CPQBA, ampliamos esse horizonte para o setor agrícola, que é estratégico para o Brasil.”
Estrutura e modelo de acesso
A infraestrutura disponibilizada inclui áreas agrícolas equipadas com suporte para sistemas de irrigação, além de espaços administrativos fechados e laboratórios de apoio para o acompanhamento das atividades operacionais. As dimensões dos lotes alocados variam conforme as especificidades de cada projeto de pesquisa ou validação.
O acesso à área ocorre por meio de submissão de propostas em edital contínuo, sem data fixa de encerramento. As propostas recebidas são submetidas a uma comissão avaliadora que analisa critérios como viabilidade técnica e econômica, potencial de inovação, capacidade financeira e alinhamento com diretrizes de sustentabilidade. O prazo inicial dos contratos pode ser estendido por até 60 meses, com limite total de permanência fixado em 120 meses.
Com a criação do ambiente de testes, a instituição passa a integrar a lista de polos voltados à aceleração da inovação aberta e da transformação digital no agronegócio nacional.







