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Sistemas legados e baixa cultura digital ameaçam compliance e rastreabilidade segundo SoftExpert

Postado por Redação Agro Summit em 25/09/2026 em Notícias

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Pesquisa da SoftExpert indica que 40% das organizações enfrentam impactos por não conformidade; gargalos de integração e ferramentas ultrapassadas expõem operações a riscos regulatórios e operacionais

No cenário atual de crescente exigência por rastreabilidade, parâmetros socioambientais (ESG) e conformidade no agronegócio, a gestão de governança e riscos tornou-se um pilar crítico para agroindústrias, cooperativas e empresas do setor. Um levantamento executivo realizado pela SoftExpert empresa de software para governança e gestão, em parceria com a CIAL Dun & Bradstreet, revelou que cerca de 40% dos executivos afirmam que suas organizações já enfrentaram impactos relevantes relacionados à não conformidade.

O relatório Panorama setorial global: Governança, Compliance e Transformação Digital, que ouviu lideranças de diversos setores de alta complexidade como alimentos & bebidas e manufatura, aponta que 23% das empresas precisam gerenciar crises regulatórias de uma a três vezes ao ano. O desconhecimento interno também surge como fator de risco: 41% dos entrevistados não souberam informar se suas companhias foram afetadas por inconformidades, sinalizando a ausência de monitoramento centralizado das operações.

 

Cultura e sistemas desconectados no centro do problema

Segundo o estudo, o maior obstáculo para a conformidade digital nas organizações não é o acesso às tecnologias, mas sim a baixa cultura digital (citada por 64% dos gestores) e a dependência de sistemas legados e desatualizados (62%).

Em cadeias complexas como a do agronegócio, onde dados precisam fluir desde o campo até a entrega final, a utilização de softwares desconectados gera fragmentação de informações. Isso impede uma visão unificada e em tempo real dos riscos operacionais, tributários e regulatórios.

“Observamos que o maior gargalo é trabalhar a cultura da empresa em relação à transformação digital. A grande maioria das organizações em setores críticos ainda tenta gerenciar riscos complexos com ferramentas ultrapassadas ou com falta de integração, expondo os negócios a inúmeras vulnerabilidades”, avalia Josiani Silveira, CEO da SoftExpert.

 

Prioridades da agenda executiva e visão de longo prazo

Diante do aumento da complexidade regulatória, apontado por 85% das empresas em dados da PwC citados no estudo, as prioridades das organizações para os próximos anos concentram-se na melhoria da gestão de riscos (58%) e na capacitação de equipes (58%). Ampliar a rastreabilidade (55%) e implementar sistemas integrados de gestão (41%) também lideram as metas estratégicas.

A agenda ESG e as exigências por transparência na cadeia de suprimentos aparecem como outro motor direto: 34% das empresas afirmam que a sustentabilidade tem acelerado a digitalização dos processos de compliance.

"Para as empresas que desejam liderar a próxima década, o compliance precisa deixar de ser encarado como um mero centro de custo ou obrigação burocrática para se tornar um verdadeiro ativo de performance. A governança integrada com o ambiente digital é a infraestrutura indispensável que permite às organizações escalar a inovação com segurança", conclui Silveira.

Postado por Redação Agro Summit em 25/09/2026 em Notícias