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IoT e monitoramento de infraestrutura: como a análise de dados reduz gargalos na gestão do leite

Postado por Redação Agro Summit em 13/10/2026 em Notícias

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A evolução das ferramentas de IoT no campo mostra como o controle de dados de infraestrutura se tornou estratégico para escalar a gestão no agronegócio

O que começou como um sistema para controlar o consumo de combustível na propriedade rural se transformou em uma estrutura de dados aplicada a 60% da produção de leite da Nova Zelândia. A trajetória da agtech Levno reflete uma tendência crescente na gestão do agronegócio global: a migração da automação de processos isolados para a integração de dados de infraestrutura e insumos no campo.

A coleta de dados em tempo real sobre itens como combustível, tanques de resfriamento de leite, sistemas de água e silos de ração ataca diretamente um dos gargalos mais recorrentes da gestão agrícola: a falta de previsibilidade operacional e as perdas invisíveis na cadeia produtiva.

 

A transição da operação manual para a gestão por dados

A automação do monitoramento de infraestrutura permite substituir estimativas e checagens visuais por indicadores precisos. Na cadeia leiteira, por exemplo, o controle rigoroso da temperatura e do volume nos tanques de leite (vats) impacta diretamente o cumprimento de normas de qualidade e a eficiência logística na coleta das laticínias.

A demanda por soluções automatizadas costuma nascer das dores operacionais relatadas pelos próprios produtores na rotina diária das fazendas.

"Nós continuávamos ouvindo repetidamente: 'Cara, um grande problema para mim é ficar sem ração ou esquecer de pedir, ou pedirmos ração e não haver espaço suficiente no silo'", afirma Oscar Ellison, CEO da Levno.

Para resolver a margem de erro das medições tradicionais por radar nos silos, a tecnologia passou a medir a força exercida nas colunas de sustentação da estrutura, determinando o peso exato do insumo disponível. Sob a ótica da gestão financeira e operacional, esse nível de precisão previne a paralisação do trato animal por desabastecimento e evita custos logísticos desnecessários com fretes emergenciais ou pedidos em duplicidade.

 

Desafios de escala e conexão com o campo

A expansão de tecnologias para a gestão rurais exige que as agtechs mantenham alinhamento com a realidade prática do produtor. À medida que as operações crescem e alcançam diferentes mercados internacionais, o desafio passa a ser a manutenção da proximidade com a rotina da fazenda.

"À medida que as equipes ficam mais remotas – e também operamos em múltiplos fusos horários – é um desafio bastante ativo manter a equipe unida e preservar a mesma cultura", destaca Oscar Ellison, ressaltando a importância de incentivar os times de desenvolvimento a irem a campo para compreender o uso prático das ferramentas nas propriedades.

Postado por Redação Agro Summit em 13/10/2026 em Notícias