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IA e automação na pós-colheita reduzem perdas de grãos e otimizam custos de energia na armazenagem

Postado por Redação Agro Summit em 29/10/2026 em Notícias

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Ferramentas de IA generativa, sensores e mapas de calor passam a automatizar a secagem e o controle de aeração nos silos, reduzindo gargalos operacionais e o consumo de energia no campo

 

 

O avanço da inteligência artificial e dos sistemas de automação tem ganhado espaço na etapa pós-colheita do agronegócio, fase crítica para a manutenção da qualidade da produção e para a eficiência operacional de unidades armazenadoras e agroindústrias. A adoção de ferramentas digitais conectadas a dados de produção busca solucionar gargalos históricos no manejo de grãos, como o consumo elevado de energia na secagem e a identificação tardia de falhas técnicas ou oscilações de temperatura nos silos.

A digitalização dessas etapas permite transformar processos manuais ou baseados em estimativas em operações orientadas por dados em tempo real. No processo de secagem, a integração entre parâmetros de temperatura e umidade do ar ajusta continuamente a operação, evitando o aquecimento excessivo dos grãos. Já na armazenagem, o monitoramento por sensores e mapas de calor automatiza a aeração dos silos ao identificar pontos críticos de temperatura, atuando diretamente na prevenção de perdas de safra.

A gestão operacional também passa a ser impactada pela aplicação de inteligência artificial generativa na manutenção das plantas. A integração de modelos de IA à documentação técnica e aos sistemas de automação das instalações permite que operadores identifiquem a causa de falhas em tempo real, reduzindo o tempo de inatividade dos equipamentos.

Segundo Vinicius Dias, CEO do Grupo Setta  empresa que desenvolveu soluções de automação e digitalização por meio da Setta Digital Labs, a agilidade no diagnóstico de problemas reflete diretamente na produtividade das equipes e no controle financeiro.

“Em uma falha, o maior custo para a indústria costuma estar no tempo que a equipe leva para entender o que aconteceu. Ao conectar a inteligência artificial aos dados da operação, encurtamos esse intervalo e damos mais autonomia a quem está na linha de produção”, aponta Vinicius Dias.

Além do controle de temperatura e aeração, a automação avança sobre o fluxo interno de materiais em unidades agroindustriais, com sistemas que orientam o roteamento de cargas e corrigem desvios na dosagem de produtos, garantindo a rastreabilidade dos insumos e o cumprimento dos volumes programados.

“Essas soluções já estão em operação em alguns dos maiores grupos empresariais do país e nasceram das demandas que encontramos nos nossos clientes. O desenvolvimento próprio nos permite entregar tecnologia ajustada à realidade da indústria brasileira, que precisa produzir mais com o parque de máquinas que já tem e com o custo de energia sob controle”, completa o executivo.

Postado por Redação Agro Summit em 29/10/2026 em Notícias