IA e análise preditiva: ATTO cruza dados de 34 milhões de hectares para orientar decisões no campo
Postado por Redação Agro Summit em 30/09/2026 em NotíciasSoluções da ATTO Sementes e ATTO Intelligence utilizam tecnologia proprietária para prever a qualidade dos insumos e calcular o posicionamento ideal por talhão

O avanço da digitalização na gestão agrícola vem transformando critérios tradicionais de tomada de decisão nas propriedades rurais. Além de olhar para índices isolados de laboratório, produtores e gestores começam a integrar algoritmos de análise multidimensional e plataformas de Inteligência Artificial (IA) para mitigar riscos operacionais, dimensionar estoques e otimizar a escolha de cultivares talhão por talhão.
No centro dessa mudança está a busca por maior eficiência preditiva antes que a máquina entre em campo. Tradicionalmente, decisões de compra e manejo de sementes utilizam o teste de vigor numérico como parâmetro central. No entanto, análises pontuais de laboratório funcionam como retratos temporais e nem sempre garantem que o insumo manterá o mesmo nível de desempenho no momento do plantio, sujeitando o produtor a perdas operacionais e necessidade de replantio.
Para contornar esse gargalo, empresas de insumos vêm aplicando análise de dados e algoritmos proprietários no controle de qualidade interno. A ATTO Sementes, por exemplo, desenvolveu um modelo de testes multidimensionais que avalia partes fundamentais da estrutura do grão como eixo embrionário, região vascular e cotilédone cruzando informações para projetar o comportamento do insumo em campo.
A abordagem altera diretamente a gestão do descarte de lotes e o planejamento de oferta:
“A média de vigor dos nossos descartes é de 93,19 nos últimos anos. Isso prova que, para a ATTO Sementes, o vigor isolado não sustenta a performance da semente, sua produtividade e a segurança”, afirma o diretor comercial Marcelo Laurente.
Inteligência de dados integrada ao planejamento de safra
A evolução dos dados agrícolas também atinge a gestão operacional do planejamento. Em vez de definir datas, populações de plantas e cultivares baseando-se apenas no histórico local ou na média regional, plataformas de IA começam a processar volumes massivos de dados históricos para gerar recomendações preditivas personalizadas.
Por meio da ATTO Intelligence, braço de soluções digitais do grupo, a companhia integrará o PlantUP IA à operação de seus clientes para a safra 27/28. A ferramenta cruza bases com mais de 34 milhões de hectares cadastrados, informações de cerca de 800 cultivares e registros de quase 3 mil agricultores espalhados por 21 estados para recomendar o posicionamento ideal de cada variedade.
A digitalização dessa etapa visa aumentar a assertividade do gestor agrícola, alinhando a escolha da cultivar à densidade populacional e à janela ideal de plantio para elevar o teto produtivo do hectare sem demandar maior uso de área.
Segundo a liderança da companhia, a estratégia busca unir o controle de qualidade do insumo à eficiência no planejamento digital:
“A empresa entende e defende que é a partir do pilar de produtividade que o agricultor pode preservar sua competitividade. Além de usar uma semente com máxima integridade, o agricultor precisa acertar na escolha da cultivar a ser usada, bem como na melhor maneira de posicionar sua época de plantio e população de plantas para explorar o máximo potencial produtivo”, explica Odilio Balbinotti Filho, CEO da ATTO.
“Integridade Projetada® não é uma narrativa, é uma tecnologia que está dentro de cada semente. Depois de mais de quatro décadas ajudando o mercado a entender a importância do vigor, sentimos a responsabilidade de trazer essa camada mais profunda de conhecimento para o produtor e para os nossos canais de vendas, justamente no momento em que o mercado começou a repetir números sem o conhecimento que existe por trás deles”, complementa o executivo.
À medida que o setor enfrenta margens pressionadas e custos operacionais elevados, a integração entre biotecnologia, algoritmo e análise preditiva de dados reafirma o papel da transformação digital como ferramenta indispensável para proteger a rentabilidade e a eficiência da gestão rural.







