Gestão de estoque e riscos no MATOPIBA: como a infraestrutura dedicada protege o capital do produtor
Postado por Redação Agro Summit em 23/09/2026 em NotíciasCom investimento de R$ 40 milhões no Piauí, operação utiliza gestão avançada de armazém (SAP EWM) para reduzir perdas de insumos sensíveis e garantir eficiência na janela de plantio.

O avanço da produção agrícola no MATOPIBA impõe um desafio crítico que vai além da porteira: a gestão estratégica de riscos e custos da cadeia de suprimentos. Para minimizar gargalos operacionais e evitar desabastecimentos durante as janelas críticas de cultivo, a Kothe aportou R$ 40 milhões na implementação de um Centro de Distribuição (CD) em Bom Jesus, no Sul do Piauí. O foco da operação é a gestão especializada de estoques para sementes, defensivos, fertilizantes e produtos biológicos.
Em insumos de alto valor agregado e biológicos, a falha no controle de processos ou na temperatura pode resultar na perda de viabilidade do produto e em prejuízos financeiros diretos para revendas e produtores. Para contornar essa vulnerabilidade, a estrutura de 11,4 mil m² combina áreas convencionais e climatizadas a uma arquitetura de processos apoiada pelo sistema SAP EWM (Extended Warehouse Management).
Controle de processos e inteligência operacional
A adoção do sistema de gestão para armazéns visa garantir o controle de lote, a rastreabilidade integral da movimentação e a visibilidade dos volumes armazenados. Na prática, a padronização do fluxo operacional permite integrar armazenagem, controle térmico e logística de distribuição em um único ambiente de gestão, reduzindo o tempo de movimentação nas docas e otimizando o fluxo de caixa do estoque.
“O agronegócio trabalha com janelas muito específicas. Não basta transportar um produto de um ponto a outro: é preciso ter o estoque no lugar certo, preservar as condições adequadas de armazenagem e conseguir responder rapidamente às necessidades do cliente. O investimento em Bom Jesus nasce justamente dessa dinâmica e da importância que o MATOPIBA vem assumindo para a nossa operação”, afirma Paulo Kothe, diretor de Logística da Kothe.
Segundo o executivo, a eficiência da gestão logística no setor exige métricas e metodologias distintas das aplicadas ao transporte de carga geral. “No agro, logística significa entender a safra e a necessidade do produtor. Sementes, biológicos, defensivos e fertilizantes possuem características diferentes e não podem ser tratados como uma carga convencional. Nossa estratégia é combinar conhecimento do setor, armazenagem especializada, tecnologia e transporte para deixar o produto mais próximo do produtor no momento em que ele precisa”, explica Kothe.
A estratégia reflete uma mudança de posicionamento no agronegócio regional: a transição de uma logística reativa para um modelo de gestão de estoque descentralizado e focado na mitigação de riscos operacionais.







