Executivo aponta indicadores que vão definir a lucratividade da safra em 2026
Postado por Redação em 10/02/2026 em NotíciasProdutor rural brasileiro enfrenta um desafio que vai além da produtividade: a gestão cirúrgica da lucratividade
Maurício Schneider, CEO Aegro
Com o fechamento da safra e o planejamento para o próximo ciclo, o produtor rural brasileiro enfrenta um desafio que vai além da produtividade: a gestão cirúrgica da lucratividade. Em um cenário de margens apertadas, saber "quanto colheu" já não é suficiente para garantir a saúde financeira do negócio. Para ajudar o setor a entender onde estão as fugas de capital, Maurício Schneider, CEO Aegro, elenca os cinco indicadores críticos que o produtor precisa monitorar "na ponta do lápis" para não comprometer o caixa em 2026.
1. Rentabilidade por talhão: de acordo com Schneider, este é o ponto de partida para uma gestão eficiente. “O indicador mais importante é a rentabilidade por talhão. Não adianta saber quanto produziu por hectare se o produtor não sabe quanto ficou no bolso em cada pedaço da fazenda”, destaca. É esse número que fornece a clareza necessária para decidir se vale a pena expandir a operação ou manter áreas arrendadas.
2. Custo real de produção: o segundo indicador essencial é o custo de produção detalhado. O CEO Aegro reforça que o controle deve ser sobre o custo real, e não apenas o estimado. “Quando o produtor tem esse número preciso, na vírgula, ele sabe exatamente qual é o seu preço mínimo de venda. Isso muda completamente a forma de negociação”, explica.
3. Margem por janela de comercialização: o monitoramento da margem em relação ao tempo é o que evita erros estratégicos na hora da venda. Para Schneider, não basta olhar apenas o preço de mercado; é preciso saber se esse valor se encaixa com o custo real daquele momento. “É aqui que muita gente erra: vende cedo demais ou vende tarde demais por falta desta visão”, pontua.
4. Custo de oportunidade entre talhões: a comparação de desempenho entre diferentes áreas da fazenda ajuda a identificar onde o dinheiro está sendo bem aplicado. Alguns talhões podem consumir tempo e investimento acima da média, entregando pouco retorno. Analisar essa performance no fechamento evita que o produtor inicie o ciclo de 2026 investindo em áreas que não entregam rentabilidade.
5. Desgaste operacional: por fim, Schneider alerta para os "custos invisíveis". Situações como máquina parada, logística ineficiente e atrasos no plantio consomem a margem sem que o produtor perceba de imediato. No fechamento da safra, estes pontos de desgaste operacional precisam ser computados para que a conta final seja real.
Para o CEO Agro, a tecnologia é o braço direito nesta jornada, entregando os dados necessários para que o produtor tenha clareza neste início de 2026. “A pergunta que fica para o planejamento da nova safra é: você, produtor, mede esses cinco indicadores?”.








