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Dia internacional das mulheres rurais: pesquisa Revela que 71% das gestoras utilizam soluções de tecnologia e gestão

Postado por Redação Agro Summit em 15/10/2026 em Notícias

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Mulheres já são 40% dos decisores rurais no Brasil segundo levantamento da Serasa Experian integrado a estudo da ABAG

 

 

A pesquisa "Perfil da Mulher do Agronegócio Brasileiro: 10 anos de transformação e avanços", realizada pela ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio) em parceria com a Serasa Experian, o Sistema FAESP/SENAR e a Fran6 Pesquisa, revela que 71% das gestoras entrevistadas operam tecnologias como drones, telemetria e sistemas de gestão de maneira independente ou parcialmente independente. Esse domínio prático traduz-se em operações mais precisas, que unem produtividade, preservação ambiental e eficiência, transformando o cotidiano das propriedades agrícolas brasileiras.

 

A Força da Tecnologia e o Novo Perfil de Gestão no Campo

A aplicação técnica de ferramentas digitais no manejo diário vem acompanhada pelo crescimento do volume de gestoras no setor: de acordo com a análise de dados da Serasa Experian incluída no estudo da ABAG, 40% dos 10,7 milhões de produtores rurais decisores do país são mulheres. Em complemento, dados do Censo Agropecuário do IBGE e levantamentos do setor indicam que cerca de 19% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros (aproximadamente 947 mil propriedades) têm direção direta feminina, enquanto em mais de 30% a gestão é compartilhada.

Essa autonomia na operação de maquinários e softwares é impulsionada pelo avanço na formação profissional apurado pela Fran6 Pesquisa no estudo da ABAG: 77% das produtoras ouvidas possuem ensino superior completo (ante 60% registrados em 2015) e 46% têm pós-graduação (frente a 24% em 2015). Conforme destaca Gislaine Balbinot, diretora executiva da ABAG: “Nos últimos dez anos, a mulher ampliou sua presença nas decisões estratégicas do agronegócio e conquistou maior espaço na propriedade e na condução dos negócios. Os dados mostram uma transformação que envolve formação, tecnologia, gestão e acesso ao crédito. A presença feminina passa a ser cada vez mais parte da própria dinâmica de modernização do agro brasileiro. Homens e mulheres não competem no campo; eles se complementam”.

 

Confiabilidade Financeira, Sustentabilidade e Capacitação

A atuação técnica reflete-se também nos indicadores de crédito e de conformidade ambiental apurados pela Serasa Experian. A taxa de inadimplência entre as produtoras rurais situou-se em 6,8% (e 6,85% entre grandes proprietárias), caindo para 5,4% na Região Sul patamares inferiores aos 10,8% registrados entre os homens. Além disso, análises de dados do CAR, Prodes e registros oficiais mostram que as mulheres correspondem a 20% das ocorrências relativas a desmatamento e a 5% dos registros de trabalho escravo (enquanto os CPFs masculinos somam 67% e 77%, respectivamente).

Analisando a inteligência de dados, Sabrina Muñoz, Gerente Executiva de GeoData e Analytics Agronegócio da Serasa Experian, explica o impacto desses números para o mercado: "Ao cruzarmos diferentes bases de dados, conseguimos observar com clareza a solidez econômica da mulher no campo. A prudência financeira aliada a um rigor exemplar em práticas de compliance socioambiental e ESG coloca a gestão feminina em um patamar de altíssima confiabilidade para o mercado de crédito e para o desenvolvimento de um agronegócio sustentável”.

A busca por atualização abrange propriedades de diferentes portes segmento em que pequenos e médios produtores somam 68% do total do país, segundo dados da FAESP/SENAR. Por meio de ações como a Comissão Semeadoras do Agro do Sistema FAESP/SENAR, a capacitação técnica continuada tornou-se um vetor constante, registrando em 2025 mais de 53% de participação feminina nos treinamentos do SENAR.

Como sintetiza Juliana Farah, presidente da Comissão Semeadoras do Agro da FAESP: “A presença das mulheres no campo se fortalece quando conhecimento, autonomia e capacidade de decisão caminham juntos. O acesso à capacitação técnica e à informação amplia as condições para que elas assumam novas responsabilidades, desenvolvam seus negócios e participem de forma ainda mais ativa das organizações do setor. O Sistema FAESP/SENAR tem muito orgulho de apoiar este estudo”.

Postado por Redação Agro Summit em 15/10/2026 em Notícias