Crescimento do agronegócio reforça importância da gestão para sustentar resultados
Postado por Redação em 25/03/2026 em NotíciasPara especialista da Falconi, produtividade, eficiência operacional e controle de custos serão decisivos para manter competitividade

André Paranhos, vice-presidente da Falconi. Foto: divulgação
O agronegócio foi o principal motor do crescimento econômico brasileiro em 2025, com avanço de 11,7%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado contribuiu para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país e reforçou a relevância estratégica do setor para a economia nacional. Ao mesmo tempo, manter esse ritmo de crescimento exigirá maior disciplina na gestão operacional e financeira das empresas, especialmente em um ambiente marcado por volatilidade de custos, estoques elevados, crédito mais restrito e oscilações no mercado internacional, em um ano que deve ser desafiador.
Para o vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em agronegócio, Andre Paranhos, o desempenho recente evidencia a capacidade do setor de responder rapidamente aos ciclos de mercado, mas também reforça a necessidade de avançar em produtividade. “O próximo ciclo de crescimento dependerá menos apenas de fatores externos incontroláveis, como safra e preços de commodities, e mais da capacidade das empresas de estruturar processos para garantir bons resultados ao longo do tempo”, afirmou.
O desempenho do setor foi impulsionado principalmente pela safra recorde, favorecida por condições climáticas mais positivas e pela recuperação da produção de grãos. A produção de soja cresceu cerca de 13,3% e a de milho avançou aproximadamente 19%, contribuindo para elevar o valor gerado pela agropecuária e ampliar o impacto do setor sobre a economia brasileira.
Para Paranhos, esse cenário reforça a importância de uma gestão mais estruturada nas empresas do setor para sustentar resultados ao longo dos próximos ciclos. “Em um ambiente de maior pressão sobre custos e preços, a gestão rigorosa de estoques e despesas passa a ser decisiva para proteger margens e garantir competitividade no agro”, disse.
A expectativa é de que o agronegócio continue contribuindo para o crescimento da economia brasileira em 2026, ainda que em ritmo mais moderado após o forte desempenho registrado no ano anterior. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta expansão de 2,3% do PIB brasileiro em 2026. A estimativa indica uma fase de acomodação após o ciclo de forte expansão da produção agrícola, o que tende a exigir maior capacidade de adaptação das empresas do setor diante de um ambiente mais equilibrado entre oferta, demanda e preços das commodities.
“O agro brasileiro tem demonstrado grande capacidade de adaptação e continua sendo um dos pilares da economia do país. O desafio agora é transformar ganhos pontuais de produção em resultados consistentes ao longo do tempo, fortalecendo a competitividade e a sustentabilidade do setor nos próximos ciclos”, concluiu Paranhos.







