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Como a Raízen usa IA e visão computacional para mitigar riscos de incêndio em 430 mil hectares de cana

Postado por Redação Agro Summit em 19/10/2026 em Notícias

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Com Central de Inteligência Agrícola, Raízen cruza dados de satélites e 350 estações meteorológicas para otimizar a tomada de decisão e a logística no campo

 

 

A gestão de riscos operacionais e climáticos no agronegócio tem passado por uma profunda transformação digital. O enfrentamento aos incêndios no campo um dos maiores gargalos para a produtividade e a continuidade dos cultivos sucroenergéticos deixa de ser majoritariamente reativo para se tornar preditivo, ancorado em dados e inteligência artificial.

Na safra 2026/27, a Raízen estruturou um modelo de monitoramento em cerca de 500 mil hectares de cana-de-açúcar que utiliza inteligência artificial e visão computacional para mitigar perdas no campo. O ecossistema digital combina dados gerados por 350 estações meteorológicas, imagens de satélite, sensores de campo e câmeras de alta definição instaladas em torres de vigilância estrategicamente posicionadas.

 

Inteligência de dados na tomada de decisão

O grande ganho de eficiência no ecossistema está na capacidade do algoritmo de identificar automaticamente indícios de fumaça e variações térmicas e cruzar essas informações em tempo real com dados climáticos e territoriais. Centralizada na Central de Inteligência Agrícola (CIA), em Piracicaba (SP), essa arquitetura permite que gestores antecipem cenários de risco iminente e tomem decisões estratégicas imediatas, como a antecipação da colheita em áreas vulneráveis ou o reposicionamento preventivo das frotas de combate.

“Nosso objetivo é transformar informação em tempo de resposta. Quanto mais cedo identificamos uma situação de risco, maior é a capacidade de mobilizar as equipes, proteger as áreas próximas e reduzir a possibilidade de propagação do fogo”, afirma Hamilton Jordão, Gerente Executivo de Operações Agrícolas da Raízen.

 

Orquestração logística no campo

A aplicação de tecnologias preditivas ganha escala quando integrada à logística operacional. Os dados processados pela central orientam uma frota de 209 veículos especializados  divididos entre caminhões-pipa com canhões d'água automáticos e Veículos de Intervenção Rápida (VIR) de alta mobilidade e orientam a atuação de 1.770 profissionais envolvidos na operação, sendo 1.443 brigadistas no campo e 347 no suporte logístico e de suprimentos.

Para dar suporte aos focos mais complexos, a operação adota metodologias como o uso de "Kits Multiespuma" que combinam água, ar e concentrado de espuma para resfriamento térmico e a aplicação controlada da técnica de "fogo de encontro" (ou contra-fogo), que consome o material combustível em faixas de controle antes da chegada das chamas. A atuação é complementada por protocolos de cooperação regional, como os Planos de Auxílio Mútuo (PAM), que integram vizinhos, usinas locais e órgãos de proteção civil.

“A prevenção depende de uma rede integrada. Tecnologia, equipes preparadas e cooperação com as comunidades e instituições que atuam no território são fundamentais para reduzir riscos e preservar as áreas produtivas e o entorno”, ressalta Jordão.

Com a integração de tecnologias preditivas e processos padronizados de resposta, o setor avança na consolidação de modelos de gestão agrícola mais resilientes a adversidades climáticas, reduzindo prejuízos operacionais e protegendo o patrimônio produtivo.

Postado por Redação Agro Summit em 19/10/2026 em Notícias