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Como a quebra de safra do trigo exige nova gestão de riscos e logística na agroindústria

Postado por Redação Agro Summit em 06/10/2026 em Notícias

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Com necessidade de importar até 9 milhões de toneladas em 2027, moinhos recorrem à inteligência de mercado, controle cambial e eficiência de suprimentos para proteger margens

As severas perdas provocadas pelo clima na safra brasileira de trigo alteraram drasticamente o planejamento estratégico da indústria de moagem para o ciclo de 2027. Segundo projeções da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), as compras externas do cereal podem alcançar cerca de 9 milhões de toneladas no ciclo atual, um avanço expressivo frente à estimativa inicial de 7,5 milhões. Com a produção nacional restrita a aproximadamente 5,7 milhões de toneladas e dependente de validação de qualidade, a gestão da cadeia de suprimentos passa a ser o fator crítico para a sustentabilidade operacional das empresas.

Para a agroindústria, o aumento substancial das importações não é apenas um desafio de volume, mas uma operação de alta complexidade em gestão financeira, fiscal e logística. A necessidade de buscar matéria-prima no exterior expõe os moinhos à volatilidade do câmbio, oscilações nos fretes internacionais e custos adicionais com seguros e prazos estendidos de reposição.

Diante do encurtamento da janela de demanda e de incertezas geopolíticas globais, o planejamento de compras exige ferramentas cada vez mais precisas de mitigação de risco e análise preditiva. O cenário demanda decisões integradas entre as áreas de inteligência de mercado, gestão agrícola e suprimentos.

“O mercado nacional de trigo enfrenta um período crítico, em que as oscilações do clima forçam uma revisão profunda no planejamento do abastecimento”, enfatiza o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa. “Essa necessidade de buscar volumes adicionais no exterior traz impactos diretos para a operação, deixando o setor exposto às flutuações cambiais, ao aumento de fretes e seguros e às incertezas do cenário global. Nenhum moinho enfrenta esse cenário isoladamente. Por isso, o Congresso será o ambiente ideal para debatermos saídas práticas, alinharmos estratégias e identificarmos oportunidades diante deste momento de transição.”

A governança corporativa e a inteligência de gestão tornam-se pilares vitais para mitigar perdas operacionais em momentos de escassez e alta de custos. A tomada de decisão no setor moageiro envolve desde a precificação de matérias-primas e gestão de hedge até a conformidade com o processo regulatório.

As perspectivas de oferta, comercialização e análises do mercado global serão debatidas por especialistas como Elcio Bento (Safras & Mercado), Índio Brasil dos Santos (Solo Corretora de Cereais) e Oscar Spaccasassi (Bunge Argentina), com moderação de Valdomiro Bocchese (Moinho do Nordeste e conselheiro da Abitrigo). O impacto de variáveis macroeconômicas na operação das empresas terá contribuições de Lourival Sant’Anna (CNN Brasil/Estadão) e Sérgio Vale (MB Associados), enquanto os aspectos regulatórios contam com a análise de Carlos Goulart (Ministério da Agricultura e Pecuária) e Luiza Zanatta (NutraLíder).

Postado por Redação Agro Summit em 06/10/2026 em Notícias