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Com 78% das agtechs latinas, Brasil vê cooperativas cobrarem evolução em sistemas de gestão

Postado por Redação Agro Summit em 01/09/2026 em Notícias

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Mapeamento da Embrapa mostra amadurecimento do ecossistema de gestão no campo, desafio que ganha urgência com a Reforma Tributária.

 

 

Embora o Brasil consolide sua liderança na América Latina ao concentrar 78% das agtechs da região, reunindo 2.075 das 2.656 startups mapeadas pelo relatório Radar AgTech LAC, da Embrapa e do IICA (nstituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura), a forte expansão tecnológica contrasta com a necessidade de maior especialização nos sistemas de gestão voltados às cooperativas agropecuárias. Enquanto a inovação avança rápido dentro da porteira com ferramentas fofocadas em produtividade, a retaguarda corporativa do setor ainda demanda softwares mais aderentes às suas complexidades operacionais e fiscais.

Como a maior parte dos softwares de gestão (ERPs) disponíveis no mercado foi originalmente concebida para estruturas corporativas tradicionais, o setor cooperativista hoje demanda sistemas que precisem passar por constantes atualizações para acompanhar suas especificidades jurídicas, contábeis e operacionais cobrindo processos complexos que vão da originação de grãos com o cooperado até a comercialização no mercado externo.

 

O impacto da Reforma Tributária

Essa necessidade de evolução tecnológica ganha contornos prioritários diante do novo cenário fiscal brasileiro. A partir de 2027, com a substituição do PIS e da Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o produtor rural passará a integrar diretamente o circuito de tributação. A mudança exige que produtores com faturamento acima de R$ 3,6 milhões por CPF passem a gerenciar créditos tributários, o que interfere diretamente nas negociações com cooperativas e agroindústrias.

O momento abre uma janela para que cooperativas e empresas do setor ajustem fluxos de dados e modernizem seus processos internos antes da entrada em vigor do novo modelo.

Com uma integração digital cada vez mais fluida entre os dados da propriedade rural e os sistemas centrais da cooperativa, torna-se possível garantir maior precisão fiscal, evitar retrabalho e otimizar o planejamento financeiro da safra. A atualização contínua da gestão digital se consolida, assim, como um passo estratégico para a eficiência de toda a cadeia.

Postado por Redação Agro Summit em 01/09/2026 em Notícias