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Agtech IRancho usa tablets e conexão offline para democratizar a automação da pecuária intensiva

Postado por Redação Agro Summit em 04/11/2026 em Notícias

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Plataforma elimina servidores locais nas fazendas, mitiga desvios na dieta de bovinos em tempo real e promete até 4% de economia na compra de insumos no confinamento

 

A gestão nutricional representa uma das etapas mais críticas da pecuária intensiva. Em sistemas de confinamento, a alimentação dos animais pode responder por 70% a 90% dos custos totais da operação, fazendo com que pequenas variações no preparo e na distribuição da dieta causem impactos expressivos na rentabilidade final da propriedade. Historicamente, no entanto, a automação desse processo exigia altos investimentos em hardware proprietário, servidores locais e infraestrutura de TI nas fazendas, o que restringia o acesso a essa tecnologia.

Para contornar o gargalo financeiro e a complexidade de implantação, a agtech iRancho desenvolveu uma ferramenta que aposta no modelo BYOD (Bring Your Own Device). A proposta utiliza softwares executados em dispositivos móveis comerciais, como tablets convencionais conectados via Bluetooth a balanças e antenas. A arquitetura foi desenhada no conceito offline-first, permitindo que o aplicativo opere normalmente durante o manejo alimentar no campo e sincronize os dados gerados assim que a conexão de internet é reestabelecida.

Com a digitalização do manejo, o gestor passa a acompanhar em tempo real o preparo da dieta, a distribuição por baia e o consumo dos lotes, integrando os dados zootécnicos aos indicadores financeiros da operação. O controle mais rigoroso da alimentação reduz o desvio entre a formulação planejada pelo nutricionista e a quantidade efetivamente entregue no cocho, otimizando o uso dos insumos.

De acordo com a diretora de Operações da iRancho, Mariana Machado, a precisão no fornecimento da dieta reflete diretamente na rentabilidade da operação. "Estudos mostram que um controle mais rigoroso no fornecimento da dieta pode reduzir em até 4% os gastos com nutrição. Considerando que o custo médio diário por cabeça ultrapassa R$ 12,70, além de mais R$ 2,01 em despesas operacionais, pequenas perdas diárias podem se transformar em valores expressivos ao longo de ciclos de confinamento de 90 a 120 dias", afirma.

Sob a perspectiva da infraestrutura e da gestão de ativos, a substituição de equipamentos dedicados por plataformas móveis busca acelerar o tempo de implantação e reduzir o investimento inicial. Segundo o CEO da iRancho, Thiago Parente, o formato ataca barreiras históricas da adoção tecnológica no campo. "Projetos para confinamentos de cem mil cabeças chegavam a exigir investimentos da ordem de R$ 400 mil apenas em equipamentos. Além do alto valor, havia problemas relacionados à qualidade da energia elétrica nas propriedades, exigindo proteção, nobreaks e manutenção constante", acrescenta Parente. "Nosso sistema plug and play mitiga os desvios de dieta sem onerar o balanço financeiro da propriedade. Substituímos a complexidade do hardware proprietário pela inteligência de um software ágil, móvel e economicamente escalável”, avalia o executivo.

Além do controle de insumos e da leitura de cocho, a centralização de registros operacionais que inclui imagens e áudios reduz falhas operacionais e inconsistências nos relatórios. Ao consolidar indicadores de ganho de peso por lote e evolução de custos em tempo real, o sistema recalcula automaticamente a necessidade nutricional de cada lote, transformando o controle operacional em uma ferramenta de gestão estratégica para a tomada de decisão no agronegócio.

Postado por Redação Agro Summit em 04/11/2026 em Notícias