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A inteligência artificial na rotina do campo: como a TOTVS busca transformar a gestão do agronegócio

Postado por Redação Agro Summit em 16/10/2026 em Notícias

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Do processamento de dados às decisões em tempo real, Fabrício Orrigo detalha o impacto dos agentes autônomos na eficiência operacional do produtor rural e os desafios de conectividade que o setor ainda enfrenta

 

A geração contínua de dados por máquinas e dispositivos no agronegócio brasileiro entra em uma nova fase operacional com a aplicação da inteligência artificial generativa na rotina diária das fazendas. Durante anos, o setor acumulou volumes expressivos de informações vindas do campo, mas encontrou gargalos para extrair valor prático dessas métricas e convertê-las em ações estratégicas imediatas. O avanço de ferramentas focadas em agentes de IA promete alterar essa dinâmica na gestão, migrando o uso da tecnologia de uma análise puramente preditiva para um papel ativo no suporte às tomadas de decisão de produtores e distribuidores.

 

A inteligência artificial como aliada da rotina de gestão

A introdução de agentes virtuais nas rotinas do agronegócio visa solucionar gargalos operacionais específicos que consomem tempo e recursos dos gestores. Segundo Fabrício Orrigo, Diretor Executivo de Produtos Agro da TOTVS, o ecossistema atual gira em torno da autonomia dessas soluções para auxiliar a administração rural.

"A gente está trazendo duas iniciativas importantes, específicas, quando a gente fala de água, principalmente nessa questão dos agentes. No universo todo está rodando em cima dessa questão dos agentes e especificamente para o água a gente está com o lançamento de duas soluções. Um agente que a gente chama de Auditor de Campo, que olha todo o lado de apontamentos do campo e ajuda já a validar essas informações, trazer sugestões, trazer sugestões de correção e um agente de fechamento de custos, que é utilizado todo o processo de fechamento de custos mensal no agro, ele é um processo complexo que traz informações de diversas fontes e esse agente vai ajudar também a facilitar esse processo e gerar um ganho de tempo, ganho de confiança e confiabilidade nas informações bem maior", destaca o executivo.

Do ponto de vista da gestão, a automação do fechamento de custos e da verificação de apontamentos confere maior confiabilidade às informações financeiras e agrícolas, reduzindo falhas humanas e retrabalhos na consolidação de dados orçamentários.

 

O gargalo da infraestrutura e o impacto no tempo real

Apesar dos avanços na capacidade analítica e de suporte à decisão proporcionados pelas novas ferramentas, a eficiência total dessas tecnologias esbarra na infraestrutura de comunicação disponível nas regiões rurais do país. A dependência de conexão rápida e constante limita a execução online dos agentes de inteligência artificial no ambiente de produção. Orrigo pondera que a conectividade permanece como uma barreira estrutural relevante para o avanço tecnológico no meio rural. 

"A questão da conectividade é um desafio do país, é um desafio do agronegócio. A gente vê que hoje já existem soluções mais baratas de levar essa conectividade no campo, com internet via satélite que tem crescido bastante, mas vejo ainda como um desafio. Quando a gente olha a questão, principalmente pensando na questão dos agentes, a gente tem a necessidade de uma utilização de uma forma mais online, isso ainda é um desafio. A conectividade ainda é um desafio que a gente está vendo uma melhoria, estamos vendo um investimento maior e algumas questões que estão facilitando essa vida, mas não resolvemos esse problema ainda. Acho que ainda é um problema do país que a gente precisa enfrentar", ressalta.

A superação desse gargalo logístico e tecnológico determinará o ritmo em que a gestão preditiva e automatizada se tornará padrão no campo, permitindo que a tomada de decisão ocorra de forma integrada, do planejamento de safra ao controle financeiro.

Postado por Redação Agro Summit em 16/10/2026 em Notícias