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Mapeamento de 5,3 mi de hectares revela que renovação varietal e gestão de dados impulsionam o setor sucroenergético

Postado por Redação Agro Summit em 14/09/2026 em Notícias

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Levantamento do IAC em 60% da área colhida no país avalia impacto da renovação varietal e consagra Usina São Luiz, do Grupo Quagliato, como líder nacional de produtividade




A adoção de variedades modernas de cana-de-açúcar aliada à gestão rigorosa de indicadores agrícolas continua sendo o principal vetor de eficiência e rentabilidade no campo. É o que apontam os dados da 4ª edição do levantamento do Programa Cana, realizado pelo Instituto Agronômico de Campinas-SP (IAC). A pesquisa mapeou 5,3 milhões de hectares o equivalente a 60% de toda a área colhida no Brasil abrangendo 226 unidades produtoras distribuídas em 16 estados e 13 regiões canavicultoras.

O estudo avalia o impacto da renovação genética na produtividade a partir do Índice IAC de Produtividade com Modernidade (IPM). O indicador cruza a média do rendimento industrial medido em Toneladas de Açúcar Total Recuperável por hectare (TAH) nos cinco primeiros cortes com o Índice de Liberação Varietal (ILV), que mensura a idade média dos materiais genéticos utilizados nas propriedades.

 

A métrica da eficiência operacional

Para garantir a precisão da análise e isolar o impacto do manejo e da tecnologia, o levantamento padroniza as comparações agrupando as usinas em ambientes de produção equivalentes, considerando tipo de solo, regime hídrico e condições climáticas.

Um dos critérios centrais da avaliação é a utilização de materiais genéticos lançados, em média, há menos de 15 anos. Na prática, o levantamento comprova que unidades agrícolas que substituem canaviais envelhecidos por variedades adaptadas a novos estresses hídricos e biológicos alcançam patamares superiores de entrega de matéria-prima para a indústria.

 

Transformação digital e tomada de decisão

A consolidação de dados em mais de 5 milhões de hectares reflete o avanço do uso de dados e analytics na gestão agrícola do setor sucroenergético. A mensuração sistemática de ATR e a resposta varietal por tipo de solo permitem que executivos, gestores operacionais e engenheiros agrônomos tomem decisões mais assertivas sobre a alocação varietal conforme o ambiente de produção específico de cada talhão, o planejamento otimizado da janela de colheita para maximizar o rendimento de açúcares e a identificação precisa do momento em que a queda do ATR justifica o investimento na renovação do canavial.

 

Líderes em desempenho técnico

Entre as usinas que apresentaram o melhor equilíbrio entre modernização de canavial e alto rendimento produtivo na safra, o destaque nacional ficou com a Usina São Luiz (Grupo Quagliato), seguida pela Usina Nova União (Grupo Denusa) e pela Usina Santa Lúcia (Grupo Santa Lúcia). Regionalmente, unidades como Usina Diana na região de Araçatuba, Usina Ferrari em Jaú, Usina São Martinho em Ribeirão Preto, Usina Caarapó cobrindo Mato Grosso e Mato Grosso do Sul pela Raízen e Usina Uberaba no Triângulo Mineiro também se posicionaram no topo do indicador de modernização do programa.

A alternância no ranking ao longo das edições sinaliza uma competição crescente fundamentada em inovação e gestão técnica, onde a atualização constante do portfólio varietal se consolidou como prerrogativa para a sustentabilidade econômica do negócio agrícola.

Postado por Redação Agro Summit em 14/09/2026 em Notícias