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IA em empresas chega a 50% no Brasil, mas apenas 15% estão no nível avançado: o que o agronegócio tem a aprender?

Postado por Redação Agro Summit em 04/09/2026 em Notícias

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Estudo encomendado pela AWS mostra que a maior parte das corporações brasileiras ainda utiliza a tecnologia de forma básica. Para o agronegócio, gargalos em infraestrutura, governança e capacitação definem a fronteira entre a experimentação e o ganho real de produtividade.

A adoção de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) no Brasil atingiu a marca de 50% das empresas, cerca de 12 milhões de organizações, registrando um salto de 40% em relação ao ano anterior. No entanto, a maturidade digital ainda é um desafio: apenas 15% das companhias operam no nível avançado, combinando múltiplos modelos, sistemas personalizados ou agentes autônomos.

Os dados fazem parte do estudo “Desbloqueando o Potencial da IA no Brasil 2026”, encomendado pela Amazon Web Services (AWS) e apresentado durante o AWS Summit São Paulo.

O levantamento revela um cenário em que a maioria das corporações brasileiras (58%) ainda se encontra no estágio básico de aplicação, utilizando a IA de forma isolada para ganhos incrementais de eficiência operativa. Apenas 27% integram a tecnologia diretamente a produtos e serviços.

 

O reflexo no Agronegócio

Para a cadeia do agronegócio, que abrange desde a produção no campo até cooperativas, agroindústrias e a logística de exportação, esse raio-x do mercado corporativo reflete de forma direta os dilemas da transformação digital no setor produtivo.

Embora o uso de sensores, softwares de gestão agrícola e imagens de satélite tenha crescido, a aplicação de IA generativa e preditiva na gestão do agronegócio ainda esbarra em barreiras estruturais.

Para 48% das empresas, a falta de profissionais capacitados para lidar com dados e IA é o principal entrave. No agro, essa lacuna é acentuada pela necessidade de alinhar conhecimento técnico de TI com a realidade operacional da gestão do campo. Apenas um terço dos líderes se sente confiante para medir o Retorno sobre Investimento (ROI) em projetos de IA.

Em um setor com margens pressionadas e alta dependência de fatores climáticos e de mercado, provar o valor econômico de soluções digitais é indispensável para a adesão de produtores e executivos. Apenas 21% das empresas se sentem preparadas para adotar a chamada "IA agêntica" ou autônoma indispensável para automação avançada de máquinas agrícolas, previsão de safras e logística de suprimentos em larga escala.

 

Da experimentação à transformação estruturada

Segundo Cleber Morais, diretor-geral da AWS no Brasil, o desafio atual dos líderes não é o acesso à tecnologia, mas a transição de experimentos isolados para uma transformação estruturada. No agro, isso significa mover o foco da simples contratação de softwares pontuais para a construção de ecossistemas integrados de dados, apoiados por infraestrutura em nuvem, cibersegurança e governança clara.

O estudo sinaliza que 72% das empresas que adotaram a tecnologia no país relataram ganhos de produtividade. No agronegócio, o avanço dessa maturidade digital tende a vir puxado pelas agtechs e ecossistemas de cooperativas, que atuam na linha de frente para integrar inteligência preditiva aos processos decisórios da fazenda e da agroindústria.

 

Postado por Redação Agro Summit em 04/09/2026 em Notícias