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Energia solar e gestão inteligente ganham espaço no campo

Postado por Redação em 27/01/2026 em Notícias

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Custo da eletricidade acelera adoção de soluções renováveis e estratégias de gestão energética no agronegócio brasileiro

o Energy as a Service (EaaS), que combina diagnóstico técnico, acompanhamento contínuo e estratégias de contratação mais eficientes

Divulgação

O avanço da energia renovável no Brasil tem no agronegócio um de seus principais vetores. Responsável por parcela significativa do consumo e da geração de energia limpa no país, o setor rural passa por uma transformação silenciosa. Diante da alta dos custos de produção e da volatilidade das tarifas elétricas, produtores têm buscado alternativas para reduzir despesas e garantir previsibilidade ao negócio.

Levantamento do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que o agronegócio responde por cerca de 29% da energia renovável consumida no Brasil e por aproximadamente 60% das fontes renováveis da matriz energética nacional, somando bioenergia, biomassa e eletricidade limpa. O dado reforça a importância do campo não apenas como consumidor, mas também como agente da transição energética brasileira. Energia solar e gestão inteligente ganham espaço no campo e ajudam produtores a reduzir custos em meio à pressão sobre as margens.

A energia solar tem se consolidado como uma das principais respostas a esse cenário. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR), sistemas fotovoltaicos podem reduzir em até 95% a conta de luz em propriedades rurais, com impacto direto em atividades como irrigação, bombeamento de água, armazenagem e refrigeração de alimentos. Em um setor onde a energia representa uma fatia relevante dos custos operacionais, a economia tem se mostrado decisiva para a manutenção da rentabilidade.

Além da geração própria, cresce no campo o interesse por modelos mais sofisticados de gestão do consumo de energia. É o caso do Energy as a Service (EaaS), que combina diagnóstico técnico, acompanhamento contínuo e estratégias de contratação mais eficientes. Segundo Gustavo Sozzi, CEO do Grupo Lux Energia, empresa especializada em soluções completas de comercialização, geração e gestão de energia renovável: "O produtor rural já entendeu que energia não é apenas uma despesa fixa. Ela influencia diretamente o custo final da produção e a competitividade do negócio".

Segundo o executivo, a profissionalização da gestão energética acompanha a evolução tecnológica do agronegócio."Hoje, muitas propriedades operam com alto nível de automação, irrigação intensiva e equipamentos elétricos. Sem uma estratégia clara para a energia, o produtor fica mais exposto a custos imprevisíveis", explica.

Além da energia solar, o acesso ao Mercado Livre de Energia também começa a entrar no radar de produtores e agroindústrias com maior consumo. Nesse modelo, é possível negociar diretamente a compra de energia, reduzindo a exposição às tarifas reguladas. "Quando o produtor passa a gerir a energia de forma estratégica, ele ganha previsibilidade e reduz riscos, algo essencial em um setor tão sensível a variações de custo como o agronegócio", diz Sozzi.

Outro ponto que tem ganhado relevância é a sustentabilidade como fator econômico. A certificação do uso de energia renovável, por meio de instrumentos como os I-RECs, tem sido cada vez mais valorizada por mercados compradores, instituições financeiras e cadeias produtivas internacionais. "Sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta ambiental. Hoje, ela influencia acesso a crédito, parcerias e novos mercados para o produtor rural", destaca o CEO da Lux Energia.

Postado por Redação em 27/01/2026 em Notícias