Como Suzano e Google Cloud usam IA generativa para acelerar o melhoramento na gestão florestal
Postado por Redação em 08/10/2026 em NotíciasParceria quer cortar pela metade o tempo de desenvolvimento de mudas de eucalipto e otimizar o monitoramento em mais de 1,6 milhão de hectares

A busca por maior produtividade e eficiência operacional no agronegócio ganhou um novo capítulo com a integração da inteligência artificial generativa à silvicultura. Em um movimento que combina biotecnologia, computação em nuvem e monitoramento via satélite, a Suzano formalizou uma parceria com o Google Cloud para acelerar o desenvolvimento de mudas de eucalipto e otimizar a gestão de seus ativos florestais.
O objetivo central da iniciativa é reduzir pela metade o tempo necessário para o desenvolvimento das plantas, além de aprimorar geneticamente as mudas para torná-las mais resistentes e adaptadas às variações climáticas regionais.
Impacto na gestão operacional e previsibilidade
Do ponto de vista de gestão e negócios, a redução do tempo de desenvolvimento de material genético altera diretamente o planejamento de longo prazo da cadeia de suprimentos. Na silvicultura, em que os ciclos de produção e maturação demandam anos, a capacidade de antecipar diagnósticos genéticos permite maior agilidade na tomada de decisões e mitigação de riscos climáticos.
Nesse cenário, a tecnologia utiliza o banco de dados histórico da companhia para simular e prever o comportamento das mudas antes do plantio definitivo, permitindo a criação acelerada de variedades adaptadas a diferentes climas, regiões e tipos de solo.
"Isso vai melhorar muito a qualidade do material final que a Suzano entrega", afirmou Fernando Rodrigues.
Monitoramento de precisão e dados em nuvem
Além do ganho biotecnológico, a infraestrutura tecnológica adotada traz desdobramentos para a gestão territorial e ambiental. Por meio do processamento de dados em nuvem e imagens de satélite fornecidos pela Big Tech, a empresa passa a monitorar e gerenciar 1,6 milhão de hectares, universo no qual 1,1 milhão é voltado exclusivamente à preservação ambiental.
A integração de dados de sensoriamento remoto ao fluxo de gestão operacional permite uma supervisão em tempo real do estado nutricional e sanitário das florestas, otimizando o uso de insumos e garantindo o cumprimento de metas de sustentabilidade e conformidade regulatória.
A iniciativa coloca o setor florestal brasileiro em uma posição pioneira no uso de IA generativa aplicada à escala industrial, sinalizando uma tendência de mercado em que a gestão de dados passa a ser tão estratégica quanto a própria operação de campo.







