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Como IA e análise de dados estão redefinindo as estratégias das multinacionais do agro

Postado por Redação Agro Summit em 03/09/2026 em Notícias

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Executivos de empresas como Bayer, John Deere e Scania debatem como a inteligência artificial, a inteligência de mercado e a curadoria de dados estão transformando a tomada de decisão no agronegócio brasileiro.

O avanço da inteligência artificial, a proliferação de dados e a mudança no comportamento do produtor rural estão exigindo uma reformulação rápida nas estratégias das grandes empresas do agronegócio. Em um cenário onde as ferramentas digitais se tornaram acessíveis a praticamente todo o mercado, a vantagem competitiva deixou de ser apenas a adoção de tecnologia e passou a ser a capacidade de interpretar esses dados para gerar inteligência de negócios.

O impacto dessa transformação digital nas decisões estratégicas do setor foi o centro das discussões entre executivos de companhias como Bayer, John Deere, Mosaic, Scania e MSD Saúde Animal durante o encontro Make Wave 2026, em São Paulo.

 

Da automação à tomada de decisão estratégica

Se nos últimos anos o foco da tecnologia no campo esteve fortemente associado ao ganho de produtividade dentro da porteira — por meio de máquinas autônomas, agricultura de precisão e sensores IoT, a nova onda da transformação digital mira a gestão corporativa e a inteligência de mercado.

A aplicação de IA e análise preditiva de dados vem sendo utilizada para antecipar cenários de demanda, otimizar a distribuição de insumos e personalizar o relacionamento com produtores e cooperativas.

Para Celso Batistella, diretor de Inteligência de Mercado e Comunicação da Bayer, o desafio atual das organizações é filtrar o imenso volume de informações gerado pelas novas tecnologias digitais e convertê-lo em respostas operacionais rápidas. A capacidade de conectar o que há de mais recente em fóruns globais de inovação às dores reais da cadeia produtiva brasileira tem sido determinante para acelerar a eficiência dos negócios.

 

O fator humano na era dos algoritmos

Apesar da centralidade dos algoritmos e das plataformas de gestão, os executivos ressaltam que a tecnologia atua como meio, e não como fim. Na avaliação de Márcio Furlan, diretor de Marketing, Comunicação e Experiência do Cliente da Scania no Brasil, o diferencial das marcas está na curadoria: interpretar cenários complexos de logística e transporte no agro para direcionar soluções que façam sentido prático no dia a dia da operação.

Com a consolidação de ecossistemas digitais que integram desde o fabricante de máquinas até a revenda e o produtor final, a inteligência artificial generativa e os modelos de análise de dados passam a fundamentar modelos de negócios mais preditivos, menos reativos e fortemente orientados à eficiência da cadeia.

Postado por Redação Agro Summit em 03/09/2026 em Notícias