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Como a automação e dados em tempo real ajudam o agro a mitigar perdas operacionais diante do El Niño

Postado por Redação Agro Summit em 07/10/2026 em Notícias

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Com o risco de eventos extremos, automação no controle de irrigação e manutenção preditiva em equipamentos tornam-se trunfos estratégicos para proteger a margem e evitar paradas na safra

 

Com previsões de intensificação do fenômeno El Niño para os próximos ciclos agrícolas, a gestão de propriedades rurais e agroindústrias enfrenta o desafio constante de lidar com oscilações bruscas no clima, como estiagens severas ou volumes atípicos de chuvas. Nesse cenário de incerteza, a transformação digital no campo deixa de ser apenas uma busca por produtividade e passa a ser uma estratégia central de mitigar riscos e conter custos de produção.

A aplicação de automação industrial, sensores e sistemas de monitoramento contínuo permite transformar dados brutos de operação em decisões estratégicas em tempo real. A integração de tecnologias como Controladores Lógicos Programáveis (CLPs), inversores de frequência inteligentes e sistemas de supervisão SCADA nas infraestruturas do campo visa criar resiliência operacional, permitindo que gestores identifiquem desvios e ajustem recursos antes que ocorram falhas graves ou paradas não programadas.

Na gestão de irrigação e controle hídrico, por exemplo, o uso de inversores de frequência acoplados a sistemas inteligentes de bombeamento otimiza a vazão e o uso de energia conforme a demanda real do solo e da cultura. Em períodos de seca extrema, essa precisão evita o desperdício de água e reduz o custo operacional com energia elétrica ou combustível. Além disso, a manutenção preditiva suportada pelo acompanhamento em tempo real da vida útil dos ativos previne que bombas, pivôs e motores falhem em momentos críticos de manejo.

A previsibilidade oferecida pelo monitoramento contínuo altera diretamente a dinâmica de tomada de decisão dos executivos e gestores do setor produtivo.

“Os eventos climáticos podem gerar impactos diferentes para cada setor e região, mas existe um ponto comum entre as empresas: a necessidade de tornar suas operações mais preparadas e flexíveis. A tecnologia permite acompanhar processos em tempo real, identificar desvios, utilizar recursos de maneira mais eficiente e antecipar possíveis falhas”, destaca Alexandre Serain, gerente de Marketing de Produto da Mitsubishi Electric Brasil.

Mais do que reagir às intempéries climáticas quando o prejuízo já se instalou, a digitalização dos processos de infraestrutura hídrica e mecânica busca conferir previsibilidade e estabilidade à cadeia do agronegócio, garantindo a continuidade do negócio mesmo diante de cenários climáticos adversos.

“A preparação não começa quando o impacto acontece. Quanto maior a visibilidade que uma empresa tem sobre seus processos, maior é sua capacidade de identificar riscos, ajustar a operação e tomar decisões de forma antecipada. É nesse ponto que a automação, o monitoramento e a manutenção preditiva fazem diferença”, explica Serain.

 

Postado por Redação Agro Summit em 07/10/2026 em Notícias