Avanço da integração digital e pagamento de frete mira gargalos logísticos no agronegócio
Postado por Redação Agro Summit em 21/09/2026 em NotíciasConvergência entre softwares de gestão de frota e serviços financeiros integrados busca reduzir custos e dar previsibilidade ao transporte de insumos e commodities agrícolas

O transporte de safras e a distribuição de insumos continuam entre os principais gargalos operacionais e financeiros da cadeia do agronegócio brasileiro. Para tentar reduzir os silos de dados e a fragmentação que ainda marcam o fluxo entre produtores, cooperativas, embarcadores e transportadores, o mercado de tecnologia logística tem apostado na convergência entre sistemas de gestão e soluções financeiras.
A nstech, empresa de softwares para logística, apresentou novidades em sua infraestrutura digital. O objetivo é conectar as etapas de contratação, roteirização, rastreabilidade e pagamento de frete em um mesmo ambiente operacional.
O avanço desse modelo integra sistemas operacionais de transporte a módulos de serviços financeiros (fintech), permitindo a emissão de CIOT e o pagamento eletrônico de frete de forma automatizada no próprio fluxo da viagem. Para o setor do agronegócio, onde a contratação de caminhoneiros autônomos e transportadoras varia drasticamente ao longo das safras, a automação desses processos impacta diretamente o compliance, a gestão financeira e a agilidade nas pontas de carregamento e descarregamento.
Segundo Priscila Moherdaui, Diretora de Marketing da nstech, a consolidação de dados operacionais em rede é onde residem os maiores ganhos de eficiência para as cadeias produtivas.
"Durante muitos anos, cada empresa tentou otimizar individualmente uma pequena parte da cadeia. Mas uma entrega depende de dezenas de empresas, sistemas e pessoas. A próxima grande oportunidade de produtividade está justamente entre esses elos. É quando a informação deixa de ficar presa em silos e passa a circular pela rede que surgem novas possibilidades de eficiência", afirma a executiva.
"Estamos atendendo os dois lados de uma mesma operação. Pensando nisso, e com a evolução constante da logística, a relação entre quem contrata e quem transporta também precisa mudar. E a conexão é a chave para o bom aproveitamento dessas mudanças", completa.
O debate sobre a digitalização da cadeia de suprimentos também abordou a transição da logística de um papel estritamente operacional para um vetor de margem e competitividade, modelo discutido em trilhas dedicadas aos setores de insumos agrícolas e commodities.
"Partimos de uma questão que está sendo cada vez mais relevante para CEOs e líderes de supply chain: quando a logística deixa de ser apenas uma operação de suporte e passa a determinar crescimento, margem, experiência do cliente e competitividade. Ao invés de falar de logística de forma genérica, colocamos, na mesma sala, empresas que enfrentam problemas semelhantes para discutir como as operações mais maduras estão resolvendo essas questões", finaliza Priscila Moherdaui.







