Tecnologia reduz conflitos e fortalece sucessão familiar no campo
Postado por Redação em 20/01/2026 em NotíciasCom dados organizados, fazendas passam a operar de forma empresarial
Mauricio Schneider, CEO da Aegro, plataforma de gestão rural
A sucessão familiar segue sendo um dos maiores desafios do agronegócio brasileiro. Apenas 30% das empresas familiares do país chegam à segunda geração, e menos de 12% alcançam a terceira, segundo levantamento da PwC.
No campo, o cenário é semelhante: seguindo pesquisas, embora 80% das propriedades rurais brasileiras sejam geridas por famílias, menos de 15% possuem um plano sucessório estruturado.
Como resultado, apenas 30% das fazendas passam para a segunda geração, e menos de 5% chegam à terceira, de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE.
“Eu mesmo bati muita cabeça com meu pai antes de assumir a plantação de tomates da família aos 21 anos”, lembra Mauricio Schneider, CEO da Aegro, plataforma de gestão rural. “Sucessão familiar não é tirar o pai da cadeira — é aprender a caminhar ao lado dele", completa o executivo.
Tecnologia como ponte entre gerações
Para Schneider, a sucessão familiar depende, antes de tudo, de organização. “Não adianta discutir sucessão se ninguém sabe quanto produziu em cada talhão, quanto custou cada operação ou onde está o dinheiro parado. Tudo precisa estar documentado em um lugar só.”
O CEO explica que o segundo passo é a profissionalização da gestão por meio de um sistema rural integrado: “Não basta baixar o aplicativo. É preciso aculturar o fundador: registrar nota fiscal, estoque, manejo, custo real — todos os dias.”
Com dados organizados, a fazenda deixa de depender apenas da memória do fundador e passa a operar de forma empresarial. Para a nova geração, isso significa clareza e segurança para tomar decisões.
Caso de sucesso: Família Milani, estado de São Paulo
O exemplo da família Milani, do Grupo São Francisco, mostra como essa transição pode ser facilitada. A fazenda, localizada no interior de São Paulo, cultiva cana-de-açúcar, soja, feijão e culturas de inverno. Com 30 anos de história sob a liderança de Paulo Sérgio Milani, a chegada dos filhos ao negócio evidenciou a necessidade de organizar informações de produção, custos e estoque.
A solução encontrada foi a adoção do sistema de gestão rural Aegro, utilizado diariamente por Júlia Milani, formada em Administração. “Se eu precisar pegar algo de 2020, está lá para mim. Não preciso mais folhear cadernos ou caçar planilhas perdidas”, conta Júlia.
O uso de um sistema de gestão rural, como o Aegro, permitiu integrar informações financeiras, operacionais e produtivas, criando um histórico completo da fazenda. A família passou a tomar decisões baseadas em relatórios de custos, rentabilidade e desempenho de máquinas — inclusive análises que embasaram a compra de novos equipamentos.
Segundo Paulo Sérgio: “O Aegro traz segurança e histórico. Quem estiver no meu lugar no futuro vai saber o que aconteceu lá atrás para tomar as decisões certas.”
Após quatro anos de uso, a família relata maior alinhamento entre gerações, clareza na divisão de responsabilidades e redução de conflitos — pontos críticos em processos de sucessão.








