Encontre aqui seu Software

Busca simples


Busca Avançada

Cisão na Raízen cria braço 100% dedicado à bioenergia e busca dar agilidade à gestão do campo às usinas

Postado por Redação Agro Summit em 03/11/2026 em Notícias

Compartilhar:

Com nova governança e conselhos segregados, negócio de açúcar, etanol e bioenergia ganha foco exclusivo para otimizar operações e gerir investimentos.

 

 

As assembleias de acionistas das companhias aprovaram medidas societárias vinculadas à execução de seu plano de recuperação extrajudicial. O movimento abre caminho para a segregação operacional do grupo, resultando na criação de duas companhias abertas e independentes: uma dedicada exclusivamente à Distribuição de Combustíveis e Lubrificantes e outra focada na cadeia produtiva de Etanol, Açúcar e Bioenergia.

Sob a perspectiva da gestão executiva e estratégica da cadeia agroindustrial, a mudança reorganiza a governança das 23 usinas e das operações no campo. Com a cisão, a futura empresa voltada para bioenergia passa a ter uma estrutura corporativa própria, sem dividir atenção e recursos com os gargalos do varejo de combustíveis.

A governança do braço de Bioenergia será chefiada por Julio Cesar de Toledo Piza Neto no Conselho de Administração e por Geovane Dilkin Consul na liderança executiva do negócio. A divisão de Distribuição de Combustíveis e Lubrificantes terá a indicação de Samuel Aguirre para a presidência do Conselho e Lorival Nogueira Luz Jr. no comando executivo. A efetivação das chapas depende da homologação do aumento de capital via Conselho de Administração.

Para garantir previsibilidade durante a transição operacional e financeira, a atual administração permanece até o cumprimento das condições precedentes. Segundo Nelson Gomes, CEO da Raízen S.A.:

"O trabalho realizado até aqui é fruto da construção conjunta entre todas as partes interessadas, e também da disciplina no cumprimento de todos os compromissos assumidos ao longo do processo de reestruturação da companhia. A eleição dos novos conselheiros e a indicação antecipada dos líderes das futuras empresas segregadas trazem previsibilidade e garantem a continuidade da execução do nosso plano de transformação operacional e financeira."

A operação prevê um aporte de capital de até R$ 3,5 bilhões pela Shell e de até R$ 500 milhões pela Aguassanta, além da capitalização de créditos detidos por credores. Ao isolar a unidade de bioenergia, a nova gestão ganha foco direto para alocar esse capital de forma dedicada à eficiência industrial e produtividade agrícola.

Postado por Redação Agro Summit em 03/11/2026 em Notícias