Pecege é o novo Operador Executivo do Corredor Agro SP
Postado por Redação em 29/08/2025 em NotíciasObjetivo da iniciativa é amplificar o protagonismo do Estado paulista como referência global em inovação agropecuária
O agronegócio é uma frente de atuação ativa do Instituto Pecege. A partir de 28 de agosto, a instituição passa a ser o Operador Executivo da Aliança Estratégica do Corredor Agro SP, em um ato simbólico no Dia da Agricultura Digital promovido pelo IICA e Embrapa que reuniu startups, empresas, fundos de investimento, órgãos de governo e especialistas internacionais, conectando o Brasil às discussões da Semana da Agricultura Digital 2025, na Costa Rica.
Além do Pecege, a iniciativa une a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Parque Tecnológico de São José dos Campos (PIT), Parque Tecnológico de Piracicaba (PTP), Supera Parque (Ribeirão Preto), OnovoLab (São Carlos) e Sebrae/SP, consolidando a formalização da governança do Corredor de Inovação Agropecuária do Estado de São Paulo, um dos maiores movimentos de articulação tecnológica e institucional já estruturados no agronegócio brasileiro.
O Corredor conecta um território de 400 km, unindo os ecossistemas de inovação de Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos, Piracicaba e São José dos Campos, polos reconhecidos por sua tradição agropecuária e por concentrarem universidades, institutos de pesquisa, startups e ambientes de inovação maduros.
O objetivo da iniciativa é amplificar o protagonismo do Estado paulista como referência global em inovação agropecuária, fortalecendo pesquisa inovativa, a transferência de tecnologia, a competitividade, a sustentabilidade e a internacionalização do agro.
Com o acordo, o Pecege passa a atuar como braço executor da Aliança Estratégica, assegurando agilidade, transparência e eficiência operacional para o Corredor e seus parceiros de inovação aberta. Além disso, assume funções estratégicas fundamentais, como: suporte à governança; gestão administrativa e financeira da Aliança; elaboração do plano de captação de recursos e sustentabilidade financeira; e, apoio à articulação de projetos de P&D&I, bem como ao fortalecimento da rede de startups e ICTs.
Durante a assinatura, o presidente do Instituto Pecege, Ricardo Shirota, destacou o dia como um marco histórico que fortalece a integração entre ciência, tecnologia, empreendedorismo e sociedade. “O Pecege traz sua experiência em gestão e inovação para garantir que o Corredor seja dinâmico, sustentável e conectado ao mundo. Estamos comprometidos em apoiar startups, fomentar novos negócios e ampliar a transferência de tecnologia, sempre com foco em gerar impacto real para o agronegócio paulista e brasileiro”, afirma.
Pedro Chamochumbi, agente executivo do Pecege na Aliança Estratégica, reforçou o caráter transformador da iniciativa. “O Corredor Agro SP nasceu para ser um movimento estruturante do futuro do agro. Nosso desafio agora é transformar essa aliança em resultados concretos para startups, produtores e instituições, ampliando o impacto de São Paulo no cenário global de inovação agropecuária. O Pecege se compromete a ser o operador que conecta e dinamiza essas forças, garantindo que a pesquisa, o conhecimento e a tecnologia cheguem ao campo de forma prática e sustentável.”
O termo foi assinado por Ana Euler, da Embrapa, Carlos Nabil Ghobril, da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios da APTA e Ricardo Shirota, Presidente do Instituto Pecege.
Além disso, o ecossistema de inovação de Piracicaba também está iniciando uma nova fase: o Instituto Pecege foi habilitado no processo seletivo público realizado pela Prefeitura de Piracicaba por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, e está assumindo a gestão integral do Parque Tecnológico de Piracicaba (PTP).
O novo plano de gestão é inovador, sugerindo uma governança mais empreendedora, descentralizada, com autonomia operacional e articulação em rede, sem dependência de recursos públicos. Inspirado em modelos internacionais e nas melhores práticas de gestão de ecossistemas, esse arranjo fomenta a co-criação, o protagonismo dos atores locais e o engajamento das empresas, universidades, startups e organizações sociais.