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Adoção de IA generativa no campo chega a 17% impulsionada por busca por eficiência, aponta McKinsey

Postado por Redação Agro Summit em 08/09/2026 em Notícias

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Em meio a anos de margens pressionadas e custos elevados de insumos, produtores rurais nas Américas recorrem a algoritmos para otimizar decisões operacionais e planejamento financeiro

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa futurista para se consolidar como uma ferramenta direta de gestão na agricultura global. Segundo o relatório *Global Farmer Insights 2026*, publicado nesta terça-feira (8) pela consultoria McKinsey, cerca de 17% dos agricultores no mundo, ou um em cada seis, já utilizam IA generativa em tarefas relacionadas ao planejamento e operação de suas propriedades.

A adoção acelerada, que se destaca principalmente nas Américas, ocorre em um momento em que o setor agrícola busca recuperar margens após um longo período de compressão financeira. De acordo com o levantamento, que ouviu 5.500 produtores em 10 países, custos voláteis e elevados com fertilizantes, mão de obra, terras e maquinários forçaram os gestores rurais a cortar gastos desnecessários e focar estritamente na eficiência operacional.

 

A inteligência de dados à frente do maquinário

Diferente de ciclos tecnológicos anteriores focados intensamente no hardware, a IA generativa vem ganhando tração em um ritmo superior ao de outras inovações no campo. O estudo revela que tecnologias como robótica autônoma, máquinas elétricas e softwares voltados exclusivamente à mensuração de sustentabilidade ainda apresentam penetração mínima nas propriedades agrícolas mundiais.

"Essas forças  combinadas com a incerteza das políticas locais, um clima cada vez mais imprevisível e a escassez de mão de obra, estão tornando as decisões no âmbito das propriedades agrícolas mais difíceis e arriscadas", apontou David Fiocco, sócio sênior da McKinsey e um dos autores do relatório.

Para os gestores e consultores agrícolas, o uso de modelos de linguagem e inteligência preditiva tem servido como um copiloto para mitigar esses riscos. Na prática, as aplicações variam desde a interpretação rápida de laudos de solo e relatórios de safra até a simulação de cenários de compra de insumos e análise orçamentária.

 

Gestão rigorosa e aposta em biológicos

A busca por otimização reflete diretamente o comportamento de compra do produtor. A pesquisa bienal registrou uma queda de 24 pontos percentuais na intenção de gastos gerais para este ano em comparação ao período anterior. Mais de um terço dos entrevistados apontou os fertilizantes químicos como o primeiro item da lista de cortes em fases de lucratividade baixa.

Nesse cenário de readequação de custos, o contraponto positivo no uso de tecnologias de insumos fica com os produtos biológicos. O relatório aponta que mais de metade dos produtores de culturas especiais utiliza atualmente ao menos um insumo biológico como alternativa ou complemento à proteção de cultivo e nutrição das plantas.

Embora o setor comece a emitir sinais de recuperação impulsionados por ajustes no preço das *commodities* e retomada nos pedidos de equipamentos, a pesquisa do McKinsey deixa claro: o novo ciclo de crescimento do agronegócio será pautado pelo uso intensivo de dados e gestão precisa da informação.

 

Postado por Redação Agro Summit em 08/09/2026 em Notícias