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IA, conectividade e rastreabilidade: o caminho para a eficiência na cadeia do pescado

Postado por Redação Agro Summit em 23/10/2026 em Notícias

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No elo pós-porteira e do processamento, a embalagem deixa de ser apenas um insumo de proteção para se tornar um hub de dados para o gerenciamento da produção e distribuição

A transformação digital e a adoção de tecnologias de ponta começam a desenhar um novo cenário para a aquicultura e a indústria de pescado no Brasil. O avanço de ferramentas como inteligência artificial (IA), sensores de conectividade e sistemas de rastreabilidade surge como resposta estratégica para superar um dos maiores gargalos do setor: a gestão eficiente da cadeia do frio e a redução de perdas do campo ao consumidor final.

A integração de inteligência artificial com o monitoramento ambiental e a gestão dos recursos pesqueiros oferece uma oportunidade concreta para otimizar operações. No entanto, o ganho de produtividade depende do alinhamento entre diferentes elos do setor.

“O desafio será ampliar o uso dessas ferramentas de forma acessível e eficiente, garantindo que os ganhos de produtividade caminhem junto com a conservação do pescado. Para isso, há necessidade de um olhar para a cadeia do frio desde a pesca até o consumidor final”, aponta Leandro Kanamaru, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura. “Nós, da Embrapa, entendemos a importância de reunir o setor produtivo, o mercado e a universidade para juntos buscarmos soluções para as diferentes realidades do setor”.

 

Rastreabilidade e dados na gestão da embalagem

No elo pós-porteira e do processamento, a embalagem deixa de ser apenas um insumo de proteção para se tornar um hub de dados para o gerenciamento da produção e distribuição. Tecnologias como QR Codes integrados a sistemas de gestão permitem monitorar a trajetória do produto e fornecer informações em tempo real.

“É o grande coletor de informações. É um sistema que vai da produção ao consumidor e volta para a produção. Um exemplo da tecnologia em embalagem são os QR Codes, onde o consumidor pode aproximar seu celular e receber todos os dados dos produtos dentro da embalagem”, explica o professor Antonio Cabral, coordenador da Pós-Graduação em Engenharia de Embalagem do Instituto Mauá de Tecnologia.

 

O desafio da conectividade na agroindústria 4.0

Embora o parque fabril e a infraestrutura tecnológica do país apresentem maturidade para suportar a Indústria 4.0, o principal obstáculo para executivos e gestores do setor ainda é a integração entre sistemas legados e novas ferramentas digitais.

“A palavra-chave é conectividade”, afirma Anita Dedding, gerente divisional de Tecnologia e Inovação e secretária executiva da Abimaq.

Segundo a especialista, é fundamental promover a comunicação e o alinhamento entre máquinas e equipamentos já instalados que possam agregar modernidade dentro do conceito de transformação digital. A transição, contudo, exige profissionais integradores capazes de articular diferentes camadas de tecnologia para gerar dados operacionais úteis à tomada de decisão.

Postado por Redação Agro Summit em 23/10/2026 em Notícias