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Como a Castrolanda Cooperativa Agroindustrial usa inteligência artificial interna para descentralizar a inovação e reduzir custos de TI

Postado por Redação Agro Summit em 20/10/2026 em Notícias

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Com uma plataforma própria de IA voltada ao "desenvolvimento cidadão", a cooperativa permite que colaboradores criem automações com governança de dados, gerando cerca de R$ 300 mil em economia operacional

 

A descentralização da inovação e o uso seguro da inteligência artificial estão transformando a gestão de TI dentro da Castrolanda. Ao identificar a crescente demanda de colaboradores por ferramentas de automação e o risco do uso não controlado de soluções de IA externas, a cooperativa agroindustrial desenvolveu a plataforma interna Lana Vibe. A ferramenta permite que profissionais de diferentes áreas criem projetos digitais com o suporte de IA, mesmo sem conhecimento avançado em programação.

A iniciativa atende a um desafio estratégico de governança: democratizar o acesso à tecnologia sem comprometer a cibersegurança ou a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Diferentemente de modelos tradicionais em que códigos são copiados e aplicados de forma isolada, a plataforma centraliza todo o ciclo de desenvolvimento em um ambiente controlado e monitorado pela equipe de Tecnologia da Informação.

“Diante desse cenário, a gente correu no começo do ano e falou: precisamos entregar algo que as pessoas possam desenvolver e a gente mantenha nesse controle, com essas regras que a gente estabelece para não ter os riscos de LGPD e de cibersegurança”, explica o gerente de Tecnologia da Informação da Castrolanda, Emerson Zanoti Rosa.

 

Impacto na gestão e ganho de eficiência

Em termos de gestão e processos internos, a abordagem de desenvolvimento cidadão traz agilidade para a solução de gargalos operacionais do dia a dia. Atualmente, a Castrolanda contabiliza cerca de 40 projetos em desenvolvimento ou já implementados por meio da plataforma. A estimativa da cooperativa é de um retorno financeiro de aproximadamente R$ 300 mil, considerando a economia em horas de desenvolvimento interno tradicional ou a contratação de fornecedores de software terceirizados.

Entre os casos práticos aplicados à rotina de gestão estão a digitalização dos painéis do Modelo de Gestão Castrolanda (MGC) — que substituiu acompanhamentos físicos por versões digitais e interativas de indicadores de desempenho —, além da automação do monitoramento do quadro de colaboradores, eliminando a dependência de processos manuais em planilhas.

Para a gestão executiva, a estratégia aproxima a área de TI do core business da cooperativa, permitindo que quem vivencia o problema operacional participe diretamente da construção da solução técnica.

“O maior ganho é levar para as pessoas das áreas de negócio essa autonomia e essa agilidade”, destaca o executivo Emerson Zanoti Rosa.

Postado por Redação Agro Summit em 20/10/2026 em Notícias